China e EUA 'sobem ou caem juntos', diz Hillary

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, durante encontro com chanceler chinês, Yang Jiechi  (Getty Images)
Image caption Hillary evitou criticar a questão de direitos humanos na China

Ao encerrar a sua primeira viagem à Ásia como secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou neste domingo que China e Estados Unidos vão "subir ou cair juntos", referindo-se à interdependência econômica entre as duas potências.

Hillary elogiou a decisão do governo chinês de se manter como um dos maiores investidores em papéis do Tesouro americano, mesmo em meio à crise econômica mundial.

No terceiro e último dia do seu giro pela Ásia, a ministra americana se encontrou com acadêmicos, jornalistas e empresários chineses e depois foi à missa.

Hillary Clinton disse ainda que as áreas de cooperação entre os dois países precisam vir antes das discordâncias em questões como direitos humanos e a independência do Tibete.

Colaboração

Durante a visita, ela reforçou a importância de colaborações em áreas como mudanças climáticas, segurança e economia.

Hillary também passou pelo Japão, Indonésia e Coréia do Sul durante a visita.

No sábado, China e os Estados Unidos acertaram em princípio manter um diálogo estratégico sobre os principais desafios. O acordo foi fechado em Pequim em uma reunião com o presidente chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao.

A secretária de Estado também anunciou a retomada do diálogo militar em nível médio. No ano passado, os chineses suspenderam o intercâmbio militar com os americanos, depois que os Estados Unidos concluíram a venda de armas para a província de Taiwan.

Direitos humanos

A representante do governo americano já tinha dado indicações que a viagem à China teria como foco a cooperação e não críticas a situação de direitos humanos no país, embora ativistas de direitos humanos venham criticando o governo por adotar esta atitude.

Antes da viagem da secretária de Estado, havia certa expectativa sobre declarações públicas acerca de denúncias de desrespeito aos direitos humanos por parte do governo chinês.

Estas questões tradicionalmente não são tratadas publicamente por diplomatas americanos em viagens do tipo, mas a expectativa de que Hillary o fizesse se devia principalmente ao fato de ela ter criticado o desrespeito aos direitos das mulheres na China durante uma visita ao país em 1995, quando era primeira-dama.

O entendimento entre China e EUA sobre a questão ambiental vai ser decisivo para o próximo encontro das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, marcado para dezembro em Copenhague, na Dinamarca.

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