Bolsas da Ásia seguem Wall Street e fecham em baixa

Image caption Para ministro japonês, esta é pior crise desde Segunda Guerra

As principais Bolsas de Valores da Ásia seguiram a tendência verificada na segunda-feira em Wall Street, em Nova York, e fecharam em queda nesta terça-feira. Em Tóquio, o índice Nikkei fechou com perdas de 1,46%. Durante o pregão, ele chegou a operar em seu nível mais baixo desde 1982.

O pessimismo no Japão afetou também outros mercados na região. A Bolsa de Hong Kong fechou em queda de 2,86% e Xangai caiu 4,56%. Já Seul despencou 3,46%.

O dia também foi ruim para os mercados da Oceania. Sydney fechou em leve queda de 0,58%.

As Bolsas da Ásia seguiram a tendência de Nova York, que recuou na segunda-feira ao seu menor nível em 12 anos. Mesmo com o anúncio da ajuda do governo norte-americano ao setor bancário, o índice Dow Jones não se recuperou até o final do pregão.

Compra de ações

O governo japonês, numa tentativa de sustentar o preço dos papéis, anunciou que poderá comprar mais ações de empresas consideradas importantes para a economia do país.

"Não queremos que o preço das ações caiam mais, causando consequências desnecessárias. Discuti com técnicos do governo o que poderíamos fazer para negociar o preço das ações", disse, nesta terça-feira, o ministro das Finanças do Japão, Kaoru Yosano.

Yosano chegou a afirmar na semana passada que esta é a pior crise no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

A economia japonesa vem sofrendo retração desde o segundo trimestre de 2008. As principais causas seriam a alta do iene e a forte queda nas exportações.

O governo de Taro Aso já tinha anunciado, em janeiro, um pacote de 4,8 trilhões de ienes (cerca de R$ 125 bilhões) para ajudar empresas em crise.

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