Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA elogia Brasil

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, Mike Mullen (AP/arquivo)
Image caption Mullen disse que crise pode colocar em risco segurança global

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen, afirmou considerar a relação militar com o Brasil "vital" para os Estados Unidos, informou o Departamento de Defesa dos EUA nesta terça-feira.

"Da perspectiva militar, esta relação é absolutamente vital", disse Mullen em Manaus, na última segunda-feira, durante uma visita oficial ao Brasil, parte de uma viagem a outros países da América Latina.

Junto com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, Mullen visitou unidades do Comando Militar da Amazônia em Manaus e Tabatinga e um posto militar avançado próximo à fronteira com a Colômbia.

O almirante classificou os contatos militares entre os dois países como "importantes" para as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos e afirmou que o país está "no coração" de uma região que é vital não apenas para a América do Sul, mas para os EUA e outros países do mundo.

"Nós temos muito respeito pela liderança do Brasil", disse o almirante, segundo um comunicado divulgado nesta terça-feira pelo Pentágono.

Crise

Durante uma visita ao Chile, nesta terça-feira, o almirante afirmou que a crise econômica pode afetar a segurança global.

"Pode não afetar imediatamente, em semanas ou meses, mas vai afetar (a segurança) de modo dramático em um, dois ou três anos", disse Mullen, segundo o Pentágono.

Mullen ainda disse que a turbulência financeira pode exacerbar crises políticas e de segurança e afirmou que ela pode fazer os "constantes conflitos" do Oriente Médio ainda mais imprevisíveis.

Em um discurso para estudantes da Escola de Guerra do Chile, em Santiago, Mullen afirmou que, entre as principais prioridades dos EUA no campo da defesa, estão o Oriente Médio, e, "acima de tudo, Afeganistão e o Paquistão".

Ele ainda disse que a atuação da rede extremista Al-Qaeda diminuiu no Iraque, mas que o grupo de Osama Bin Laden está aumentando suas atividades em outras partes do mundo.

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