Colômbia anuncia morte de importante guerrilheira das Farc

O Exército colombiano afirmou nesta quarta-feira ter matado, em combates que ocorreram no último dia 27 de fevereiro, a guerrilheira conhecida como "Mariana Paéz", considerada uma das ideólogas da frente "Antonio Nariño" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A guerrilheira, que militou 20 anos nas Farc, foi uma das representantes do grupo na fracassada negociação para um acordo de paz em 2002, durante o governo do presidente Andrés Pastrana.

Mariana Paéz era considerada "o braço direito" do líder da guerrilha Jorge Briceño, ou "Mono Jojoy", um dos principais representantes da cúpula das Farc.

Identificação

De acordo com o comandante do Exército, general Oscar González, o enfrentamento ocorreu na sexta-feira passada em uma região montanhosa, a 4 mil metros de altitude, no Departamento de Cundinamarca (centro do país).

No entanto, de acordo com o general, somente nesta quarta-feira teria sido possível precisar a identidade dos 10 guerrilheiros mortos na ação.

Outros 11 rebeldes teriam sido presos na mesma operação, entre eles, outro importante líder do grupo, conhecido como "Negro Antonio".

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Um refém da guerrilha também foi libertado na ação da última sexta-feira.

Segundo o general González, Mariana Paéz teria participado de um ataque das Farc realizado em março de 1998, no qual 80 militares colombianos foram mortos e outros 43 sequestrados.

Ainda de acordo com o Ministério da Defesa da Colômbia,a guerrilheira teria sido a única mulher a integrar o Estado-Maior das Farc na história do grupo. Golpe

Em outro duro golpe contra o grupo guerrilheiro, uma ofensiva do Exército no fim de semana eliminou um estratégico centro de comando das Farc.

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Tropas do Exército encontraram um complexo de cavernas usado pela guerrilha com capacidade para abrigar até 500 guerrilheiros no caso de bombardeios aéreos.

As cavernas também eram utilizadas como hospitais e para a fabricação de explosivos, segundo o Exército. Desde que assumiu o poder, em 2002, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, decidiu fechar o cerco militar contra as guerrilhas, adotando a via militar e não a negociada como alternativa ao conflito armado que dura mais de 50 anos.

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