Farc libertam refém sueco na Colômbia

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram nesta terça-feira um cidadão sueco que havia sido sequestrado há dois anos pelo grupo. Ele era o último refém estrangeiro conhecido que estava em poder da guerrilha.

Ronald Larsson foi sequestrado em maio de 2007 junto com sua mulher colombiana, Diana Peña Algarín, que conseguiu escapar do cativeiro dois dias depois.

Inicialmente, as Farc teriam exigido o pagamento de US$ 5 milhões em troca da liberdade de Larsson.

Desde então, as autoridades suecas e organizações não-governamentais vinham mediando as negociações com o grupo armado. Ainda não há informações se foi pago um resgate em troca da libertação.

Extorsão

O Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia (DAS) informou que o quadro de saúde de Larsson, de 69 anos, é "delicado".

O ex-refém, que é engenheiro florestal, fazia parte de um grupo de estrangeiros contratados para a construção da hidrelétrica de Urrá, no Departamento (Estado) de Córdoba, norte do país. O sueco fazia parte do grupo de cerca de 700 reféns que as Farc utilizam com fins de extorsão. O sequestro é uma de suas principais fontes de financiamento da guerrilha.

No grupo de "prisioneiros políticos" da guerrilha ainda restam 22 oficiais - entre soldados e policiais -, com os quais as Farc pretendem estabelecer um acordo com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, para a libertação de cerca de 500 guerrilheiros presos.

Em fevereiro, a guerrilha libertou seis reféns de modo unilateral, entre eles, um ex-governador e um ex-parlamentar.

O gesto foi interpretado por analistas como uma tentativa de abrir novos espaços de diálogo político em meio a um processo de enfraquecimento militar do grupo guerrilheiro.

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