Áustria liberta suposto criminoso de guerra nazista

Josias Kumpf (AP/arquivo)

Kumpf é acusado pelo massacre de 8 mil judeus em um único dia

Um antigo membro das SS (tropa de elite nazista) acusado de ter participado do extermínio de 8 mil judeus em um único dia durante a Segunda Guerra foi colocado em liberdade nesta sexta-feira na Áustria, um dia após ter sido expulso dos EUA.

Segundo o Ministério da Justiça da Áustria, o ex-guarda nazista Josias Kumpf, de 83 anos, não pôde ser preso no país porque as acusações contra ele teriam prescrevido.

O governo americano acusa Kumpf de ter participado do extermínio de judeus e do enterro de seus corpos em covas no campo de concentração de Trawniki, na Polônia, em 1943.

Kumpf deixou a Áustria em 1956 e se mudou para os EUA, tornando-se cidadão norte-americano em 1964.

Sua cidadania, no entanto, foi cassada em 2003, depois que se descobriu seu passado nazista.

Prazo

A porta-voz do Ministério da Justiça austríaco, Katharina Swoboda, afirmou que seu país já havia alertado o governo americano de que Kumpf não poderia ser processado na Áustria, já que o prazo para processá-lo teria expirado em 1965.

"Nós sempre alertamos os EUA que não poderíamos processá-lo pelos crimes de que é acusado", disse.

O governo afirmou ainda que Kumpf, que nasceu na Sérvia, era um adolescente na época dos supostos crimes e que ele nunca foi cidadão austríaco.

O Partido Verde, de oposição, solicitou que o governo faça uma emenda na lei que permita que supostos criminosos de guerra nazistas possam ser processados independente do tempo que tenha transcorrido.

O Departamento de Justiça dos EUA afirmou na última quinta-feira que Kumpf teria admitido ter feito guarda perto de uma cova onde prisioneiros teriam sido executados. Ele ainda teria matado alguns feridos.

Kumpf também teria atuado como guarda no campo de concentração de Sachsenhausen, na Alemanha.

Segundo o governo americano, sua tarefa nos campos era de vigiar prisioneiros agonizantes para evitar que fugissem.

Até o momento, nem Kumpf nem seu advogado, Peter Rogers, se pronunciaram sobre o caso. Eles negam que Kumpf tenha participado das atrocidades.

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