Paraquedista testa nova roupa para queda livre a 200 km/h

Uma fabricante de equipamentos para paraquedismo e base jumping lançou um novo modelo de wingsuit com a divulgação de imagens de um salto que atinge quase 200 km/h de velocidade em queda livre.

No base jumping, o praticante pula de um ponto fixo, como o topo de um edifício, usando um pequeno paraquedas. Uma das modalidades do esporte radical é o voo de wingsuit em proximidade.

Os macacões com asas conhecidos como wingsuits melhoraram o desempenho.

Com trajes deste tipo, a velocidade terminal durante a queda livre diminui de cerca de 190 km/h para 100 km/h. Ao mesmo tempo, a velocidade horizontal aumenta de 170 km/h para 200km/h.

Nos voos em proximidade, o paraquedista salta de um penhasco e plana com um wingsuit a poucos centímetros de distância das rochas de onde pulou.

"Só a elite pratica os voos em proximidade", afirma James Macdonald, praticante do esporte e funcionário da Phoenix-Fly, a empresa que fabricou o novo modelo de wingsuit.

"Quando se voa a quase 200 km/h, a poucos centímetros de um rochedo, um pequeno erro, mexer um músculo errado, pode significar a diferença entre vida e morte", acrescenta.

Cuidados

Por conta dos riscos que o esporte envolve, o base jumping é muitas vezes praticado como uma atividade ilegal, sem a aprovação das autoridades que administram os locais escolhidos para os saltos.

O nome representa uma sigla em inglês (building, antenna, span e earth, ou edifícios, torres, pontes e terra) que indica os tipos de locais de onde o praticante pode saltar.

Registros indicam que tentativas de saltos rudimentares foram feitas desde o século 19, mas considera-se que o esporte nasceu, de fato, na Califórnia, durante a década de 1970.

Especialistas dizem que, para minimizar as chances de acidentes (frequentemente fatais), é necessário que existam condições meteorológicas ideais, o paraquedas deve estar perfeitamente dobrado e a execução do salto precisa ser perfeita.

Os cursos para iniciantes geralmente exigem que o interessado já tenha feito pelo menos 200 saltos convencionais de paraquedas.

Mesmo assim, 125 mortes de praticantes já foram registradas em cerca de 30 anos.

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