Líderes da Otan não chegam a acordo sobre novo secretário-geral

O primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen (Getty Images)
Image caption Indicação de Rasmussen recebe oposição da Turquia

Os líderes dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), reunidos na cidade de Baden Baden, na Alemanha, não conseguiram chegar a um acordo, nesta sexta-feira, sobre o nome novo secretário-geral da organização.

Grande parte dos países europeus apoiam o nome do premiê dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, como novo chefe da organização. A indicação recebeu apoio público da chanceler alemã, Angela Merkel.

O governo turco, no entanto, coloca objeções à indicação de Rasmussen.

Entre os motivos está o fato de a Dinamarca permitir que um canal de televisão pró-curdo transmita a partir de seu solo.

Além disso, Rasmussen foi muito criticado pela comunidade muçulmana por não ter censurado um jornal dinamarquês que publicou charges que satirizavam o profeta Maomé, em 2006.

Segundo o correspondente para assuntos diplomáticos da BBC, Jonathan Marcus, o fato de não haver um acordo sobre o novo secretário-geral é uma dificuldade, mas os líderes tentarão fazer com que isso não obscureça o encontro.

O atual secretário-geral da organização, Jaap de Hoop Scheffer, deixará o cargo no final do mês de julho. As negociações sobre quem será seu substituto continuam neste sábado.

Ameaças

A cúpula - que acontece em Estrasburgo, França, e Baden Baden e Kehl, Alemanha - marca o 60º aniversário da organização e está sendo dominada por discussões sobre a missão da Otan no Afeganistão.

Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou sua preocupação com a ameaça colocada pelos militantes islâmicos e pediu pelo uso mais efetivo dos recursos da Otan no país.

"É mais provável que a Al-Qaeda lance um ataque conta a Europa do que contra os Estados Unidos, por causa da proximidade", disse Obama após uma reunião com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

"Esta não é uma missão americana, é a missão da Otan, uma missão internacional", disse o presidente dos EUA, referindo-se à missão internacional no Afeganistão.

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, por sua vez, prometeu aumentar temporariamente a quantidade de tropas britânicas servindo no país da Ásia central.

Atualmente, 8.300 soldados britânicos participam da missão internacional no Afeganistão, o segundo maior contingente depois dos EUA.

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