EUA enviam navio de guerra para socorrer cargueiro sequestrado

Imagem de arquivo do cargueiro Maersk Alabama (AP)
Image caption Tripulação teria conseguido retomar controle do cargueiro

Uma embarcação militar dos Estados Unidos, o destróier USS Bainbridge, alcançou, nas primeiras horas desta quinta-feira, a região da costa da Somália onde um navio de carga com tripulação americana foi sequestrado por piratas.

Segundo as últimas informações, a tripulação do navio Maersk Alabama teria conseguido retomar o controle da embarcação, mas o capitão, Richard Phillips, ainda estaria sendo mantido como refém.

De acordo com a agência Associated Press, a embarcação dos piratas ainda está nas proximidades do cargueiro.

O navio foi atacado na madrugada de quarta-feira a cerca de 500 km da costa da Somália. Outros navios de guerra norte-americanos estariam se dirigindo para a região.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que o governo de seu país está acompanhando a situação de perto e pediu que as outras nações do mundo ajam para acabar com a pirataria na região.

Leia também na BBC Brasil: Tripulação retoma navio capturado por piratas na Somália, dizem proprietários

Refém

Em entrevista por telefone à rede de televisão norte-americana CNN, o marinheiro Ken Quinn afirmou que, ao retomar o controle da embarcação, a tripulação teria capturado um dos piratas, mantendo-o amarrado por cerca de doze horas para tentar trocá-lo pelo capitão.

Os atacantes, no entanto, se recusaram a liberar o capitão Phillips, e o pirata foi libertado pela tripulação do cargueiro.

"Eles estão querendo o pagamento de um resgate para liberar o capitão", afirmou Quinn à CNN.

Segundo ele, a tripulação estaria conseguindo manter contato com o capitão por meio de rádio.

De acordo com familiares de Phillips, ele teria se oferecido como refém em troca da segurança de sua tripulação.

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, a empresa Maersk, proprietária do navio, confirmou a versão de Quinn.

"Os sequestradores armados que atacaram o navio se retiraram. Entretanto, eles estão mantendo um membro da tripulação como refém", diz o comunicado.

"Os outros membros da tripulação estão em segurança e não há informações sobre feridos", afirmou a empresa.

O navio foi atacado por várias embarcações piratas nas primeiras horas de quarta-feira.

Pelo menos quatro piratas armados teriam invadido o cargueiro.

Resgates

Os ataques de piratas aumentaram rapidamente nos últimos anos. Mais de 130 foram registrados em 2008, incluindo mais de 50 sequestros.

Os piratas normalmente liberam os navios e suas tripulações depois do pagamento de altos resgates pelas empresas de transportes marítimos.Calcula-se que, apenas no ano passado, foram pagos mais de US$ 80 milhões em resgates.

O aumento da frequência dos ataques levou a um maior patrulhamento das águas sem lei do Golfo de Áden. Somália e Iêmen, países que margeiam o golfo, não tem condições de impedir a atuação dos criminosos.

O Golfo de Áden é uma das rotas marítimas mais usadas no mundo para o escoamento de mercadorias entre Europa e Ásia pelo Mar Vermelho.

Notícias relacionadas