Americano sequestrado por piratas somalis é libertado

Image caption Phillips se ofereceu em troca da liberdade da tripulação

O capitão do navio cargueiro americano que havia sido sequestrado por piratas da Somália foi libertado neste domigo, de acordo com o a Marinha dos Estados Unidos.

Três piratas foram mortos na operação de resgate. Richard Phillips não se feriu e está à bordo de um navio militar americano.

Richard Phillips foi mantido em um bote salva-vidas por cinco dias.

Ele foi sequestrado na quarta-feira após seu navio, o Alabama Maersk, ter sido brevemente invadido pelos piratas na Costa da Somália.

Nova tentativa

Phillips se ofereceu aos piratas em troca da libertação de sua tripulação. Na sexta-feira, ele tentou escapar nadando, mas foi recapturado.

Neste domingo, pouco depois do anoitecer, ele pulou de novo na água para tentar fugir e os piratas no barco foram mortos antes que o alvejassem.

Militares americanos tinham ordens de atacar os sequestradores se o capitão corresse risco de morte.

"Ele tinha uma arma apontada para ele. Esta é a minha interpretação de perigo imediato", disse o chefe da Marinha americana, William Gortney.

Um dos piratas estava dentro do navio americano, negociando a libertação do refém, quando o incidente ocorreu e foi preso.

Anciãos somalis intercediam junto aos piratas para conseguir a libertação de Phillips, mas as negociações esbarravam na prerrogativa do governo americano de que os piratas fossem levados à justiça.

Obama

O presidente americano, Barack Obama, disse estar feliz pela libertação de Phillips e que sua coragem seria "um modelo para todos os americanos".

Obama disse estar decidido a combater a pirataria na região.

John Reinhart, o presidente da empresa dona do navio, a Maersk, agradeceu a Marinha, o FBI e outros que ajudaram no resgate.

"Ele foi um líder", disse ele.

"Nos juntamos à família de Richard, sua tripulação e colegas em terra que celebram essa notícia maravilhosa" disse ele em um comunicado.

"Estamos ansiosos para recebê-lo em casa nos próximos dias."

A tripulação do navio ainda está na capital do Quênia, Mombassa e deve embarcar para os EUA nos próximos dias.

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