Crimes contra homossexuais no Iraque preocupam Anistia

Homossexuais iraquianos dizem sofrer perseguição
Image caption O homossexual Hussein (nome falso) durante entrevista à BBC em 2006

A organização não-governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional enviou uma carta ao primeiro-ministro do Iraque, Nouri Al-Maliki, pedindo que o governo do país faça mais para proteger os homossexuais iraquianos.

O pedido da Anistia, que cobrou uma "ação urgente" das autoridades iraquianas, foi feito em meio a relatos de uma onda de assassinatos de jovens gays do sexo masculino no país.

Segundo a entidade, nas últimas semanas, 25 homens, jovens e adultos, foram mortos em Bagdá porque eram, ou aparentavam ser, homossexuais.

Os crimes recentes teriam sido cometidos por milícias xiitas armadas, assim como por membros das tribos e familiares das vítimas, disse a Anistia.

A entidade citou relatos de que três corpos de homens homossexuais teriam sido encontrados no distrito xiita de Cidade Sadr, em Bagdá, na semana passada - dois deles acompanhados de pedaços de papel com a palavra "pervertido".

Na carta, a Anistia também fala de sua preocupação em relação a líderes religiosos que estariam incitando a violência contra membros da comunidade gay iraquiana e policiais de alta patente que, aparentemente, estariam apoiando e até encorajando os ataques contra homossexuais iraquianos.

A organização criticou o governo iraquiano por não condenar os assassinatos e pediu que leve os responsáveis pelos crimes à Justiça e ofereça proteção efetiva aos homossexuais.

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