Político americano escapa de atentado na Somália

O deputado americano Donald Payne (E) e o primeiro-ministro da Somália, Omar Abdirashid Ali Sharmarke (D), em reunião em Mogadício
Image caption Payne (E) se reuniu com o premiê da Somália, Omar Abdirashid Sharmarke

O deputado democrata americano Donald Payne escapou por pouco de um atentado quando deixava a capital da Somália, Mogadíscio, após um encontro com o presidente e o primeiro-ministro do país.

Funcionários do aeroporto da cidade disseram à BBC que um morteiro pousou na pista quando o avião levando Payne estava prestes a decolar e outros cinco atingiram o solo após a decolagem.

A visita de Payne teve como objetivo discutir com as autoridades do país maneiras como a comunidade internacional poderia ajudar a Somália, devastada por uma guerra que se arrasta há anos.

O correspondente da BBC em Mogadíscio, Mohammed Olad Hassan, disse que Payne havia acabado de conceder uma entrevista para a imprensa no palácio presidencial quando o ataque aconteceu.

Há relatos conflitantes sobre se houve ou não feridos.

Payne se encontrou com o presidente da Somália, Sheikh Sharif Sheikh Ahmed, e o primeiro-ministro, Omar Abdirashid Ali Sharmarke, entre outras autoridades.

O democrata de Nova Jersey disse que esta foi sua primeira visita ao país desde o início da década de 1990, período em que a Somália teve seu último governo estável.

Durante sua breve estada em uma das cidades mais perigosas do mundo, Payne foi escoltado por soldados da União Africana, em missão de paz na Somália.

Governo

Guerrilhas islâmicas radicais, que lutam para derrubar o frágil governo de transição do país, controlam áreas da capital e grande parte da região central e sul da Somália.

Em 2007, a ex-diplomata dos Estados Unidos para a África Jendayi Frazer tornou-se a primeira representante americana de alto-escalão a visitar a Somália após um intervalo de mais de uma década.

Na ocasião, no entanto, as condições de segurança não permitiram que a diplomata fosse a Mogadíscio - o avião de Frazer pousou na cidade de Baidoa.

A política externa dos Estados Unidos na Somália foi abalada pelo assassinato de 18 soldados americanos em Mogadíscio em 1993.

O país africano, com cerca de 8 milhões de habitantes, não tem um governo nacional efetivo desde que rebeldes depuseram o presidente Siad Barre, em 1991, e depois voltaram-se uns contra os outros.

A notícia do atentado contra o deputado americano coincide com uma coletiva para a imprensa de que participaram tripulantes do navio americano Maersk Alabama, sequestrado por piratas na costa da Somália.

Durante a coletiva, realizada no porto de Mombasa, no Quênia, 19 tripulantes do navio agradeceram à marinha americana por resgatá-los e pediram ao presidente Barack Obama que ponha fim à "crise" da pirataria na Somália.

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