Protestos em Bangcoc estão 'sob controle', diz premiê

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O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, disse nesta segunda-feira à BBC que soldados controlaram a situação na capital do país, Bangcoc, depois de um dia de confrontos contra manifestantes de oposição ao governo.

"Acreditamos que agora temos a situação sob controle. As pessoas que ainda estão (nas ruas) estão, em sua maioria, ao redor da sede de governo, e vamos tentar encontrar a melhor solução nos próximos dias", disse o premiê.

Dezenas de pessoas ficaram feridas nos confrontos entre soldados armados e opositores do governo que protestavam no centro de Bangcoc. O governo confirmou pelo menos uma morte.

Na sua entrevista por telefone à BBC, Vejjajiva afirmou que as pessoas têm o direito de fazer manifestações pacíficas, mas não têm permissão para perturbar a ordem ou incitar outras pessoas a "desrespeitarem a lei, não podem intimidar e usar a violência contra outras pessoas".

"Creio que foram vistas no noticiário duas tentativas de me matar na semana passada, e o que estamos tentando fazer agora é restaurar a ordem."

"Queremos uma reforma política inclusiva, convidamos a oposição, mas não vamos permitir que a violência, intimidação e o desrespeito às leis se transformem na regra na Tailândia", afirmou.

Centenas de manifestantes, partidários do ex-premiê Thaksin Shinawatra, fazem protestos há quase uma semana pedindo a renúncia de Vejjajiva, eleito pelo Parlamento em dezembro do ano passado.

Os opositores dizem que Vejjajiva não tem legitimidade para governar o país.

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Ônibus incendiados

Segundo o correspondente da BBC em Bangcoc Alastair Leithead, tropas fiéis ao governo atiraram contra uma multidão nesta manhã em um dos principais cruzamentos da cidade. Os manifestantes teriam retaliado ateando fogo em um ônibus e lançando bombas inflamáveis e de gás lacrimogêneo na direção dos soldados.

O porta-voz do Exército, coronel Sansern Kaewkamnerd, afirmou que os soldados não dispararam balas de verdade contra os manifestantes.

"Se os manifestantes demonstrarem que querem machucar os soldados, vamos usar rifles de treinamento militar contra eles, com balas falsas, de papel, que não vão machucar os manifestantes", afirmou.

Vejjajiva rejeitou as acusações dos manifestantes de que alguns deles foram mortos e acrescentou que não houve confirmação dos hospitais.

"Realizamos as operações da forma mais contida possível. Toda a imprensa está lá e eu chequei com todos os hospitais, onde quer que tenham ocorrido confrontos, e não há confirmação de uma única morte", disse.

O primeiro-ministro afirmou antes que 70 pessoas ficaram feridas, incluindo 23 soldados.

Ano Novo

Esta segunda é o começo do feriado de três dias do Ano Novo tailandês e alguns manifestantes entregaram rosas para os soldados, como sinal de paz.

Em entrevista à BBC, Thaksin Shinawatra negou qualquer envolvimento na organização dos protestos, mas disse que está oferecendo seu "apoio moral" aos opositores de Vejjajiva.

Falando de Dubai, o ex-premiê disse que as tropas do governo estão "oprimindo as manifestações de forma brutal e escondendo evidências de várias mortes". O governo nega.

No domingo, o governo tailandês decretou estado de emergência na capital Bangcoc e arredores, enquanto centenas de manifestantes, conhecidos como "camisas vermelhas", invadiam o Ministério do Interior e atacavam um carro que eles acreditavam estar levando o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva.

Estradas e pelo menos uma estação de trem foram bloqueadas pelos protestos e manifestantes tomaram ônibus e tanques que patrulhavam as ruas.

Grupos que apoiam Shinawatra, que fugiu do país depois de ser acusado de corrupção, estão acampados em frente à sede do governo e vêm bloqueando o acesso aos prédios governamentais. Eles prometem manter a pressão até que Abhisit renuncie.

Com o estado de emergência, podem ser proibidos encontros de mais de cinco pessoas, a imprensa pode ser censurada e o exército pode ser mobilizado para ajudar a polícia a manter a ordem, como já está acontecendo.

No sábado, o governo tailandês foi obrigado a cancelar a Cúpula de Países Asiáticos, que aconteceria no balneário de Pattaya, por causa dos protestos. O fracasso do encontro deixou o premiê em uma posição delicada e ele prometeu medidas duras para restaurar a ordem.



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