Obama vai ao México mostrar apoio a guerra contra o tráfico

Bandeiras dos Estados Unidos e do México na principal avenida da Cidade do México
Image caption Economia também deve estar na pauta da visita de Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou nesta quinta-feira ao México, em uma visita que está sendo vista como uma manifestação de apoio do líder americano à luta contra o tráfico de drogas no país vizinho.

Esta é a primeira visita de Obama a um país da América Latina desde que assumiu a Casa Branca, em janeiro, e a única escala dele antes da Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira em Trinidad e Tobago.

Além do tráfico de drogas, a economia também deve ser um tema importante nas discussões entre Obama e o presidente mexicano, Felipe Calderón.

Segundo o correspondente da BBC na Cidade do México Stephen Gibbs, a visita de Obama visa passar uma forte mensagem de que o México e os Estados Unidos não só dividem uma fronteira, mas também dividem a responsabilidade de reduzir a influência dos cartéis de tráfico de drogas.

No entanto, de acordo com Gibbs, a maioria dos mexicanos está mais preocupada com a recuperação da economia americana.

O México envia 80% de suas exportações para os Estados Unidos e milhões de famílias mexicanas dependem do envio de dinheiro de parentes que trabalham do outro lado da fronteira, segundo o correspondente.

Guerra de cartéis

Um relatório militar dos Estados Unidos divulgado neste ano afirmou que a violência relacionada ao tráfico de drogas poderia transformar o México em um Estado fracassado.

Nos últimos dois anos, cerca de oito mil pessoas foram mortas no país enquanto as gangues mexicanas lutam pelo controle das lucrativas rotas de tráfico de drogas para os Estados Unidos.

O governo de Barack Obama já expressou solidariedade com Felipe Calderón e enviou centenas de agentes federais com equipamentos de vigilância modernos e cães farejadores para ajudar no combate aos cartéis.

Em uma visita à Cidade do México em março, a secretária de Estado americana Hillary Clinton afirmou que os Estados Unidos dividem a responsabilidade com o país pelo problema com as drogas.

Segundo Clinton a "demanda insaciável" dos Estados Unidos por drogas estimulou o tráfico e lembrou a "inabilidade" dos Estados Unidos para evitar que armas sejam contrabandeadas através da fronteira.

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