Obama: Cúpula criou oportunidade para novo diálogo com AL

Barack Obama em Trinidad e Tobago
Image caption Obama pediu que Cuba liberte seus prisioneiros políticos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo, ao final da Cúpula das Américas, que sentiu que muitos países da América Latina querem manter uma relação melhor e mais construtiva com os Estados Unidos, apesar de ter ouvido duras críticas por parte de alguns chefes de Estado durante os três dias do evento.

Obama insistiu em dizer que o aperto de mão trocado com o presidente da Venezuela Hugo Chávez, que ganhou destaque no noticiário internacional, anunciou um novo começo nas relações dos Estados Unidos com a América Latina.

"Acredito que os sinais enviados até agora nos dão ao menos uma oportunidade para um diálogo franco sobre vários assuntos, inclusive as questões da democracia e dos direitos humanos em todo o hemisfério", afirmou.

Ainda neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a cúpula criou uma chance para que haja uma nova era nas relações entre os Estados Unidos e a América Latina.

Sem consenso

Mas o encontro que reuniu 34 países em Port of Spain, em Trinidad e Tobago, se encerrou sem que os participantes conseguissem chegar a um consenso sobre sua declaração final.

Como forma de mostrar a desaprovação pelo fato de Cuba não ter sido convidada para a cúpula, os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia, se recusaram a assinar o documento, ao lado dos líderes de Honduras e Nicarágua.

Na semana passada, Obama havia o fim das restrições a viagens e remessas de dinheiro para Cuba de cidadãos cubanos-americanos. Mas, neste domingo, ele sugeriu que a ilha deveria "libertar seus prisioneiros políticos" e "reduzir os impostos cobrados sobre as remessas".

Vários chefes de Estado presentes na cúpula pediram o fim do embargo comercial a Cuba, imposto há 50 anos. Mas um representante do governo americano disse que isso "ainda está longe de ocorrer".

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