Em Bagdá, Hillary renova apoio dos EUA ao Iraque

Hillary Clinton durante entrevista no Iraque
Image caption Clinton se reuniu com o premiê Nouri Maliki e com seu colega Hoshyar Zebari

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, renovou o apoio dos Estados Unidos ao Iraque durante a primeira visita ao país desde que assumiu o cargo.

Hillary disse que os EUA "permanecerão ao lado do povo iraquiano durante o difícil momento de transição no país".

"Nós queremos ver o Iraque soberano e estável", disse Clinton. "Os Estados Unidos permanecerão ao lado do povo iraquiano e tentarão criar uma relação próxima e importante para o futuro."

A secretária de Estado se reuniu com 120 representantes da população iraquiana durante um encontro na embaixada americana em Bagdá. Entre os presentes estavam membros da sociedade civil e de equipes que participam do processo de reconstrução do país.

Segundo a correspondente da BBC que acompanha a viagem, Kim Ghattas, a maioria das perguntas direcionadas à secretária foram apelos para que o governo americano ajude o Iraque em setores como educação, agricultura e economia.

Um iraquiano presente na reunião questionou a habilidade do governo iraquiano em garantir a segurança do país depois da retirada das tropas americanas. Hillary respondeu afirmando que os Estados Unidos irão trabalhar ao lado do Iraque durante o processo.

O presidente americano, Barack Obama, anunciou a retirada das tropas das cidades americanas até o final de junho. Todas as tropas de combate devem deixar o país até junho de 2010.

Violência

A visita de Hillary Clinton ocorre em meio a uma onda de violência que deixou 155 mortos nos últimos dias.

Na quinta-feira, dois atentados mataram pelo menos 84 pessoas, um deles no centro de Bagdá. No outro ataque, um homem bomba detonou os explosivos dentro de um restaurante lotado de peregrinos iraquianos e iranianos em Baquba.

Na sexta-feira, duas mulheres bomba detonaram os explosivos perto de um santuário xiita em Bagdá, deixando pelo menos 60 mortos e mais de 120 feridos.

A secretária de Estado condenou o aumento da violência dos últimos dias. E também afirmou que está "decepcionada" com uma declaração do líder supremo iraniano, Aiatolá Ali Khamenei, que acusou soldados americanos de envolvimento em um dos ataques, que matou peregrinos iranianos xiitas.

"É decepcionante que uma pessoa faça esta acusação, pois está claro que (os ataques) são ligados aos remanescentes da Al-Qaeda e outros grupos violentos que desejam prejudicar o progresso no Irã e no Iraque", afirmou.

Antes de embarcar para o Iraque, Hillary disse que os atentados recentes representam um "sinal trágico" de que o país está no caminho certo e elogiou os esforços do governo iraquiano em combater a violência e o sectarismo.

Antes de deixar Bagdá, Hillary deve se encontrar com o comandante-geral das tropas americanas no país, o general Raymond Odierno.

A secretária disse que quer a avaliação de Odierno sobre os atentados e o que pode ser feito pelas forças dos Estados Unidos e do Iraque na prevenção desses ataques.

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