Hillary Clinton chega ao Iraque em visita surpresa

Hillary Clinton chega ao Iraque
Image caption Hillary deve se encontrar com autoridades iraquianas

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chegou neste sábado a Bagdá para uma visita surpresa, em meio a uma onda de violência que deixou 155 mortos nos últimos dois dias.

Antes de embarcar para o Iraque, Hillary disse que os atentados recentes representam um "sinal trágico" de que o país está no caminho certo e elogiou os esforços do governo iraquiano em combater a violência e o sectarismo.

Segundo ela, o aumento da violência nos últimos dois dias foi causado por pessoas que não querem que o sucesso do Iraque.

Na quinta-feira, dois atentados mataram pelo menos 84 pessoas, um deles no centro de Bagdá. No outro ataque, um homem bomba detonou os explosivos dentro de um restaurante lotado de peregrinos iraquianos e iranianos em Baquba.

Na sexta-feira, duas mulheres bomba detonaram os explosivos perto de um santuário xiita em Bagdá, deixando pelo menos 60 mortos e mais de 120 feridos.

Agenda

Na primeira visita ao Iraque desde que assumiu o cargo, em 22 de janeiro, Hillary deve se encontrar com autoridades iraquianas, entre elas o secretário de governo Hoshyar Zebari, o primeiro-ministro Nouri el Maliki e o presidente Jalal Talabani.

De acordo com a correspondente da BBC que está acompanhando a viagem da secretária de Estado, Kim Ghattas, Hillary deve se encontrar também com alguns iraquianos.

Segundo Ghattas, apesar da dificuldade em garantir a segurança do encontro, Hillary se reunirá com cerca de 100 iraquianos durante uma reunião na prefeitura de Bagdá.

Hillary afirmou que espera ouvir da própria população quais são as preocupações dos iraquianos e também quer ouvir as opiniões sobre os esforços do governo americano na reconstrução do país.

Retirada

O presidente Barack Obama visitou o Iraque há duas semanas. Durante a visita, o líder americano reforçou o compromisso dos Estados Unidos de retirar as tropas das cidades iraquianas até o final de junho. Todas as tropas de combate devem deixar o país até junho de 2010.

No entanto, segundo o correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir, os ataques da última semana devem entrar na agenda de discussões do governo americano.

Muir afirma que haverá uma grande preocupação por parte das autoridades americanas sobre a flexibilidade do calendário de retirada das tropas.

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