Primeiro caso de gripe suína é confirmado na Europa

Bebê com máscara respiratória em Pequim
Image caption OMS afirma que mundo está melhor preparado para lidar com pandemia de gripe

O primeiro caso de gripe suína na Europa foi confirmado nesta segunda-feira na Espanha pelo Ministério da Saúde do país.

O paciente, um jovem de 23 anos da província de Albacete, havia retornado de uma viagem ao México na semana passada com febre e foi isolado em uma ala hospitalar no sábado à noite.

Também nesta segunda-feira, a comissária de saúde da União Europeia, Androulla Vassiliou, recomendou que os europeus evitem viagens que não sejam essenciais para as zonas afetadas (além de México e Espanha, há casos nos Estados Unidos e no Canadá).

Segundo a comissária, que se reuniu com ministros do Exterior da União Europeia em Luxemburgo, a precaução é necessária para "minimizar o risco pessoal e reduzir o risco potencial de espalhar a infecção para outras pessoas".

Os ministros da Saúde da União Europeia convocaram uma reunião de emergência para quinta-feira para discutir uma resposta comum ao surto da doença, que se originou no México e já causou a morte de 103 pessoas no país.

Suspeita-se que outras 1.614 pessoas tenham sido contaminadas pelo vírus da gripe suína no México.

Caso espanhol

Ao anunciar o caso envolvendo o vírus H1N1 na Espanha, a ministra da Saúde do país, Trinidad Jimenez, disse que o paciente está sendo tratado de acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde e que sua condição não é grave.

Outros vinte casos suspeitos estão sendo investigados na Espanha. Todos os pacientes voltaram recentemente do México e acredita-se que nenhum dos casos apresente risco de morte.

Vinte casos já foram confirmados nos Estados Unidos, que decretaram emergência sanitária. Também há casos confirmados no Canadá e estão sendo investigados casos suspeitos em Israel, Nova Zelândia, Grã-Bretanha e Brasil.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse que está acompanhando os acontecimentos de perto.

Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que o vírus tem o potencial de provocar uma pandemia, mas disse que o mundo está hoje mais bem preparado do que nunca para lidar com a ameaça.

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