Obama fica mais perto do controle total do Senado

Arlen Spector
Image caption Arlen Spector é considerado um senador moderado

O senador americano do Partido Republicano Arlen Spector declarou nesta terça-feira que vai ingressar no rival Partido Democrata, em uma decisão que pode levar o presidente Barack Obama a controlar o Congresso do país. Com Spector, os aliados do democrata Obama passam a ter 59 cadeiras na casa (incluindo as ocupadas por parlamentares democratas e dois aliados independentes), uma a menos das 60 necessárias para impedir manobras da oposição para obstruir projetos de lei.

Correspondentes afirmam que os democratas esperam conseguir este senador de número 60 em breve, após a resolução de uma disputa legal envolvendo a cadeira correspondente ao Estado de Minnesota, ainda indefinida.

Autoridades eleitorais e judiciais concederam vitória ao democrata Al Franken, mas o candidato republicano, Norm Coleman, apelou da decisão à Suprema Corte estadual. Espera-se um veredicto final para junho.

Tática

Ao acumular 60 das 100 cadeiras que formam o Senado, os democratas impedem a tática conhecida como filibuster, que é a obstrução da aprovação de uma lei.

No passado, o senador poderia causar o adiamento ao permanecer discursando indefinidamente à Casa.

Atualmente, um senador precisa apenas indicar estar obstruindo, ou efetuando filibustering, impedindo assim que o Senado passe para outros temas, até que o projeto de lei seja recolhido ou uma maioria reúna 60 votos para aprovar a lei.

O moderado Spector afirmou que os republicanos "moveram-se muito para a direita" desde que ingressou no partido, em 1980.

"Considero agora minha filosofia política muito mais alinhada com os democratas do que com os republicanos", disse ele por meio de um comunicado.

Pesquisas de opinião afirmam que a decisão do senador de 79 anos de votar a favor do pacote de estímulo econômico proposto por Obama repercutiu mal entre ativistas republicanos.

"Considerei o pacote uma necessidade para minimizar o risco de uma recessão muito mais séria do que a que atravessamos", disse ele.

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