Montadora Chrysler vai pedir concordata, diz Casa Branca

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Image caption Fabricante Chrysler é a terceira maior montadora dos EUA

A Chrysler - uma das três maiores montadoras americanas de carros - vai pedir concordata, informou nesta quinta-feira uma fonte da Casa Branca.

A empresa teria fracassado na tentativa de convencer seus principais credores a perdoar suas dívidas. O presidente americano, Barack Obama, deve fazer nesta quinta-feira um pronunciamento sobre o caso.

O governo americano havia dado um prazo até meia-noite de quinta-feira para que os diretores da Chrysler restruturassem as dívidas da empresa. Se bem-sucedida, a montadora receberia um empréstimo de US$ 6 bilhões em verbas públicas.

O setor automotivo tem sido um dos principais afetados pela crise econômica global.

Três exigências

A montadora teria de convencer os seus principais credores a receber US$ 2 bilhões em dinheiro em troca de um perdão de US$ 6,9 bilhões em dívidas. Alguns analistas especulam que a Chrysler preferiu pedir concordata para que os seus credores recebam ainda menos dinheiro.

Com o pedido, a Chrysler deve ser submetida ao previsto no capítulo 11 da lei americana de falências, que estabelece um prazo para que empresas nessa situação restabeleçam suas finanças.

A Chrysler é controlada pela empresa Cerberus Capital Management, que comprou 80,1% das ações da antiga dona, a alemã Daimler, por 7,4 bilhões de euros em 2007. A Daimler disse esta semana que pretende se desfazer das demais ações da montadora que ainda possui.

O governo americano havia feito três exigências à Chrysler. Além de convencer seus credores a perdoar dívidas, a empresa teria que fechar um acordo com representantes sindicais e estabelecer uma aliança com a montadora italiana Fiat.

Acredita-se que o acordo com os sindicalistas e a com a Fiat estivesse bem encaminhado, mas um entendimento com os credores não foi alcançado.

A Fiat tem interesse em comprar 20% das ações da americana. No futuro, o percentual poderia chegar a 35% e, eventualmente, até 51%.

A Chrysler recebeu um empréstimo de US$ 4 bilhões do governo americano no final do ano passado. Neste ano, a empresa recebeu outros US$ 500 milhões.

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