UE promete ajudar indústria farmacêutica a desenvolver vacina piloto contra gripe suína

Mulher usa máscara cirúrgica após desembarcar no aeroporto de Gatwick, em Londres (Getty Images, 30/4)
Image caption Países da UE não concordaram em restringir voos ao México

Os ministros de Saúde da União Europeia se comprometeram, nesta quinta-feira, a colaborar com a indústria farmacêutica no desenvolvimento de uma vacina piloto contra a gripe suína "dentro do menor prazo possível", segundo a declaração final de uma reunião extraordinária realizada em Luxemburgo.

A reunião foi convocada às pressas pela Presidência do bloco, exercida pela República Checa, com o objetivo de elaborar uma resposta conjunta diante da rápida expansão do vírus. De acordo com os especialistas do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), o vírus responsável pela gripe suína é "completamente novo", formado por partes de material genético de outros vírus, por isso, as vacinas existentes não são eficientes.

Por este motivo também, a primeira medida tomada pela UE foi estabelecer que a gripe suína passará a ser chamada de "nova gripe" no bloco, uma forma de "evitar mal entendidos que poderiam causar prejuízos à indústria de carne suína" e de "facilitar o diagnóstico" nos 27 países europeus, segundo a comissária de Saúde, Androulla Vassiliou. Solidariedade

Além de chegar a um acordo sobre como definir, diagnosticar e tratar a doença de maneira conjunta, os ministros europeus se comprometeram a ser solidários, a fim de garantir que todos os países do bloco possam proporcionar o tratamento adequado a seus cidadãos. "Se enfrentarmos um agravamento real da crise, os países membros que têm maiores reservas de (medicamentos) antivirais manifestaram sua disposição em ajudar os demais", afirmou Vassiliou.

Os ministros também prometeram avaliar junto à Comissão Europeia (braço Executivo da UE) como poderiam ajudar os outros países afetados para conter o avanço da nova gripe. Por outro lado, a reunião terminou sem uma decisão conjunta a respeito da restrição de voos ao México, como propôs, na quarta-feira, o governo francês.

"Essa questão deverá ser decidida individualmente pelos países membros", explicou a ministra checa, Daniela Filipiová, cujo país rejeitou a iniciativa, assim como Alemanha e Espanha.

A ministra alemã, Ulla Schmidt, argumentou que os viajantes ainda poderiam entrar e sair do território mexicano passando por outros países que tenham voos para a UE.

Diante da falta de apoio dos demais países, a ministra da Saúde da França, Roselyne Bachelot, admitiu que "não tem sentido" que seu país proíba voos de maneira unilateral.

Notícias relacionadas