Surto de gripe suína está em declínio, diz ministro mexicano

Padres com máscaras celebram missa sem fiéis na Cidade do México
Image caption Missas foram celebradas sem fiéis neste domingo na Cidade do México

O surto de gripe suína que deixou o mundo em alerta na última semana entrou em declínio, segundo afirmou neste domingo o ministro da Saúde do México, país no qual a doença começou a se propagar e que teve o maior número de casos confirmados até agora.

Segundo o ministro José Ángel Córdova, o pico de contágios pelo vírus H1N1, causador da gripe suína, parece ter ocorrido entre os dias 23 e 28 de abril.

O México confirmou 506 casos de contágio pela gripe suína, com 19 mortes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, foram confirmados ao todo 787 casos da doença em 17 países do mundo. Apenas uma morte ocorreu fora do México, no Estado americano do Texas.

"A evolução da epidemia está agora em sua fase de declínio", disse Córdova em uma entrevista coletiva na Cidade do México.

Alerta

O aparecimento do surto de gripe suína levou a OMS na última semana a elevar o nível de alerta para a doença para o nível 5, o penúltimo de uma escala até 6.

Vários países adotaram medidas de controle. O México, país mais atingido, iniciou na sexta-feira uma paralisação de cinco dias de todos os serviços não-essenciais, entre eles restaurantes e repartições públicas, numa tentativa de conter a propagação do vírus.

Questionados sobre a avaliação do ministro mexicano sobre a evolução do surto, especialistas da OMS disseram que a atual "onda de atividade" do vírus pode ter passado do seu pico, mas que as autoridades de saúde devem ficar em alerta para evitar um novo surto.

No sábado, a OMS já havia afirmado que não havia sinais de propagação do vírus de maneira sustentada fora dos três países da América do Norte - México, Estados Unidos e Canadá -, que concentram até agora 94% de todos os casos no mundo.

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