Vaticano poderá ter mulheres como guardas

Guarda Suíça (arquivo)
Image caption Guarda Suíça foi criada em 1506 pelo papa Júlio 2º, conhecido como 'papa guerreiro'

A tradicionalmente masculina Guarda Suíça do Vaticano poderá passar a aceitar mulheres depois de mais de cinco séculos de existência, de acordo com declarações de seu comandante.

O comandante da guarda, Daniel Anrig, fez as afirmações na terça-feira ao programa de televisão italiano "Studio Aperto", do canal privado Mediaset.

"Posso imaginá-las em um cargo ou outro. Sem dúvida podemos pensar a respeito", disse Anrig, que assumiu o comando da Guarda Suíça do Vaticano no final de 2008.

O comandante anterior da da guarda do Vaticano era contra a entrada de mulheres e argumentava que a mistura de sexos poderia gerar problemas e também lembrava que a superlotação dos quartéis da guarda também seria outra razão para evitar a entrada de mulheres.

"Claro, podem ocorrer problemas. Mas, qualquer problema que surgir, será resolvido", disse Anrig, quando perguntado sobre o problema da superlotação.

Roupas e armas

A Guarda Suíça foi criada em 1506 pelo papa Júlio 2º e já participou de muitas ações nestes últimos cinco séculos.

Em 1527 cerca de 140 integrantes da guarda morreram protegendo o papa Clemente 7º durante os saques ocorridos em Roma.

Atualmente, a guarda é uma força de pouco mais de cem homens que cumpre os papéis de segurança e cerimonial, formada totalmente por homens, católicos, com idades entre 19 e 30 anos e que, obrigatoriamente, precisam ter feito o serviço militar na Suíça.

Além dos tradicionais uniformes azuis e dourados, os integrantes da Guarda Suíça também são conhecidos por levarem uma arma medieval, o alabardo, que é uma combinação de lança e machado de batalha.

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