Maiores bancos dos EUA não correm risco de insolvência, diz Geithner

O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner
Image caption Geithner disse que testes darão transparência e confiança ao sistema financeiro

O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, disse nesta quinta-feira que nenhum dos 19 maiores bancos americanos, que estão sendo submetidos a avaliações por reguladores, corre risco de insolvência.

O resultado do chamado stress test ("teste de resistência", em tradução livre) sobre a saúde financeira de 19 bancos americanos será divulgado nesta quinta-feira, após o fechamento do mercado financeiro nos Estados Unidos.

O objetivo desses testes é verificar se esses bancos terão reservas suficientes para sobreviver a um eventual agravamento da crise. Acredita-se que as avaliações irão revelar a necessidade de dezenas de bilhões de dólares para fortalecer as finanças de alguns bancos.

"Nenhum desses 19 bancos corre risco de insolvência", disse Geithner. Segundo o secretário, os resultados dos testes darão transparência e maior confiança ao sistema financeiro.

Captação de recursos

Geithner disse esperar que a maioria dos bancos seja capaz de captar recursos de fontes privadas. No entanto, caso não consigam, o governo talvez tenha de injetar mais dinheiro público nesses bancos, afirmou Geithner.

O secretário disse ainda que, caso seja necessário aumentar a participação do governo a mais de 30% em algum banco, como resultado de injeção extra de recursos, o governo irá então considerar assumir um papel mais ativo na administração.

A expectativa é de que o Citigroup precise de mais de US$ 50 bilhões, e o Bank of America, de US$ 34 bilhões. As ações dos dois bancos subiram 5% e 10%, respectivamente, à espera da divulgação dos resultados dos testes.

Segundo analistas, os investidores esperam que isso marque o final das recentes mazelas econômicas sofridas pelas duas instituições.

O presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano), Ben Bernanke, disse que os testes são um esforço para determinar de quanto capital os bancos precisam para continuar emprestando.

Segundo Bernanke, os 19 bancos avaliados representam mais da metade do total de crédito na economia americana.

No entanto, os testes foram criticados por alguns analistas, segundo os quais os resultados não podem ser interpretados como um sinal da saúde dos bancos.

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