Jacob Zuma toma posse como novo presidente da África do Sul

o novo presidente da África do Sul, Jacob Zuma
Image caption Parlamento confirmou Zuma presidente após vitória do CNA em eleições.

O líder do partido governista da África do Sul, Jacob Zuma, foi empossado neste sábado como novo presidente do país.

À frente do partido Congresso Nacional Africano (CNA), Zuma foi oficialmente eleito por membros do Parlamento na quarta-feira, depois que sua legenda foi a grande vitoriosa das eleições há duas semanas.

Na cerimônia de posse, realizada na capital administrativa Pretória, Jacob Zuma descreveu sua chegada à Presidência como "momento de renovação" para o país e prometeu trabalhar pela reconciliação entre raças, pela qual o ex-presidente Nelson Mandela tanto lutou.

Os ex-presidentes Thabo Mbeki e Mandela estavam entre os convidados que assistiram Zuma, de 67 anos, se tornar o quarto presidente sul-africano desde o fim do Apartheid, há 15 anos.

"Eu me comprometo a servir nossa nação com dedicação, disciplina, integridade, trabalho duro e paixão", disse o novo líder sul-africano em seu discurso de posse.

'Tom populista'

Dezenas de milhares de pessoas acompanharam a posse por televisões instaladas perto da entrada do prédio onde funciona a sede da Presidência.

Analistas acreditam que Zuma conduzirá o país com um tom "populista", muito diferente do de seu predecessor, Thabo Mbeki.

Alguns partidários do novo presidente falaram da alegria de estarem presentes em sua posse.

"Estamos muito felizes. Ele é líder do povo", disse Nkompela Xolile à BBC. "Ele conhece os spobres deste país".

O caminho que Zuma teve de percorrer para chegar à Presidência foi árduo, avalia o correspondente da BBC na África do sul, Peter Biles.

Ele foi demitido do cargo de vice-presidente há quatro anos após acusações de envolvimento em um caso de corrupção, as quais ele sempre negou.

Dois anos depois, ele foi acusado de estupro e, desde então, vem lutando para limpar seu nome.

Apesar dos escândalos, Zuma conseguiu captar enorme popularidade e conduzir seu partido à vitória nas eleições de abril, com uma campanha voltada para a defesa dos pobres.

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