Na Cisjordânia, papa defende criação de Estado Palestino

papa celebra msisa na Praça da Manjedoura
Image caption Em missa, papa disse que seu coração está com os palestinos de Gaza

O papa Bento 16 defendeu nesta quarta-feira a criação de um estado Palestino durante uma visita a Belém, na Cisjordânia, parte do giro de uma semana que realiza pelo Oriente Médio.

"A Santa Sé apoia o direito do seu povo a um território palestino soberano na terra de seus antepassados, em paz com seus vizinhos e dentro de fronteiras reconhecidas internacionalmente", disse o pontífice durante uma coletiva de imprensa na casa do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

O governo de Israel, comandado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, até agora vem se recusando a endossar a proposta para a criação de um Estado palestino.

O papa disse ainda que os palestinos deveriam resistir "à tentação de lançar mão de atos de violência".

Após a visita à casa do presidente palestino, o pontífice celebrou uma missa na Praça da Manjedoura, local onde, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo teria nascido.

Oração pelo fim do embargo

Durante a homilia, Bento 16 disse que seu coração "estava com aqueles atingidos pelo conflito em Gaza", e acrescentou "estar rezando pelo fim do embargo ao território palestino".

Apesar de a população cristã de Belém ter reduzido significativamente nos últimos anos, o papa teve uma recepção calorosa por parte de milhares de cristãos locais e peregrinos vindos de outros lugares do mundo.

Apesar do pesado esquema de segurança, o ambiente na Praça da Manjedoura era de tranquilidade, segundo o correspondente da BBC que acompanha a viagem do papa, David Willey.

O papa vai passar o seu terceiro dia de visita à Terra Santa em território palestino. Ainda nesta quarta-feira ele visita um campo de refugiados palestino em Belém, ao lado do muro construído por Israel na Cisjordânia.

O pontífice ainda deverá se reunir com representantes da pequena comunidade católica em Gaza, que obtiveram permissão especial pelas autoridades israelenses para viajar a Belém.

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