Setor de saúde lança plano para ajudar reforma de Obama

Mulher protesta por acesso à saúde nos EUA
Image caption Mais de 46 milhões de americanos não têm plano de saúde

Representantes da indústria de saúde nos Estados Unidos apresentaram nesta segunda-feira, ao presidente americano, Barack Obama, um plano para limitar os valores cobrados por médicos, hospitais e pela indústria farmacêutica, segundo informações do governo americano.

Hospitais, médicos, seguradoras de saúde, fabricantes de remédios e sindicatos vão estabelecer limites nos aumentos de preços cobrados dos pacientes.

O plano, que será adotado voluntariamente pela indústria da saúde, prevê que os custos totais da indústria de saúde não subirão mais do que 1,5% por ano até 2009. Os custos serão controlados através de reformas para melhorar a eficiência da administração dos hospitais.

A proposta foi apresentada a Obama em uma cerimônia na Casa Branca nesta segunda-feira pelos representantes de diferentes entidades, como a Associação Médica Americana, a Associação Hospitalar Americana e a Pharmaceutical Research and Manufacturers of America, ligada à indústria farmacêutica.

A oferta foi saudada por Obama, que qualificou o anúncio feito pelos profissionais da área de Saúde, como ''um dia histórico''.

O presidente afirmou ainda que a reforma do setor de Saúde é ''um objetivo que podemos e devemos alcançar até o final do ano''. 46 milhões sem plano

A previsão da Casa Branca é de que o plano voluntário da indústria privada gere uma economia de US$ 2 trilhões ao longo de dez anos.

"Nós não podemos continuar neste mesmo caminho perigoso no qual estamos há tantos anos, com custos que estão fora de controle, porque reforma não é um luxo que possa ser adiado, é sim uma necessidade que não pode mais esperar", disse Obama.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Justin Webb, o governo Obama trabalha para modernizar o ineficiente sistema americano de saúde, que é um dos mais caros do mundo.

Mais de 46 milhões de americanos não têm plano de saúde, apesar de o governo gastar mais de US$ 2 trilhões por ano. Com os limites anunciados pela indústria, o governo americano espera que mais pessoas tenham acesso ao sistema de saúde.

O plano voluntário está sendo anunciado em um momento que os americanos discutem uma ampla reforma no seu sistema de saúde.

Obama prometeu submeter ao Congresso americano um projeto de reforma até o final deste ano. Entre os projetos do presidente americano para a área está a criação de um novo seguro de saúde público que poderia eventualmente competir com planos de saúde privados.

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