Nobel da Paz se declara inocente em tribunal de Mianmar

Aung San Suu Kyi
Image caption Libertação de Aung San Suu Kyi estava originalmente marcada para maio.

A líder pró-democracia de Mianmar, Aung San Suu Kyi, disse nesta sexta-feira durante seu julgamento que não cometeu nenhum crime, segundo informações divulgadas pelo advogado dela.

Suu Kyi, vencedora do prêmio Nobel da Paz, começou a ser julgada na segunda-feira, acusada de ter violado os termos de sua prisão domiciliar ao permitir que um homem americano entrasse em sua casa.

O americano John Yettaw atravessou a nado um lago para chegar à casa em que ela estava confinada.

O advogado de Suu Kyi insiste que Yettaw não havia sido convidado para uma visita. A libertação da oposicionista estava prevista para maio, mas, com as novas acusações, ela pode pegar até cinco anos de prisão.

Analistas dizem que o governo militar de Mianmar está tentando usar as acusações como um pretexto para manter Suu Kyi presa durante as eleições, marcadas para o ano que vem.

O advogado Nyan Win disse que a declaração da líder oposicionista foi feita quando a promotoria fazia suas considerações finais.

"Aung San Suu Kyi disse: ‘Eu não tenho culpa porque não cometi nenhum crime'", disse o advogado.

Ele afirmou ainda que o julgamento, realizado a portas fechadas na prisão de Insein, em Yangun, irá ser retomado na segunda-feira, quando a defesa apresentará seus argumentos.

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