Coreia do Sul adere a programa antiarmas dos EUA

Protestos em Seul
Image caption Manifestantes em frente à embaixada americana em Seul

O governo da Coreia do Sul anunciou nesta terça-feira que vai se tornar membro da Iniciativa de Segurança contra a Proliferação (PSI, na sigla em inglês), uma campanha criada durante o governo do ex-presidente americano George W. Bush para impedir que armas de destruição em massa se espalhem pelo mundo.

A Coreia do Norte já havia advertido os sul-coreanos que sua adesão ao programa poderia levar a uma declaração de guerra.

"Entrar para o PSI é uma obrigação natural", disse o ministro do Exterior sul-coreano Yu Myung-hwan, segundo a agência de notícias do país Yonhap. "Isso vai ajudar a controlar o desenvolvimento de material perigoso pela Coreia do Norte."

A decisão foi anunciada horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter conversado por telefone com líderes da Coreia do Sul e do Japão, para reassegurar o compromisso americano com a segurança no nordeste da Ásia.

Alerta

Segundo o correspondente da BBC em Seul, John Sudworth, as Forças Armadas sul-coreanas permanecem em estado de alerta, após informações de que a Coreia do Norte teria realizado testes com mais dois misseis nucleares de pequeno alcance.

Na segunda-feira, pelo menos três misseis foram disparados.

Cientistas da Coreia do Sul estão monitorando amostras do ar para tentar verificar se esses mísseis teriam dispersado material radioativo, diante de rumores de que eles teriam o mesmo potencial explosivo das bombas atômicas lançadas contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Ainda nesta terça-feira, ministros do Exterior de países asiáticos e europeus, reunidos para uma cúpula em Hanoi, no Vietnã, divulgaram um comunicado conjunto condenando os testes da Coreia do Norte e pedindo para que o país retome as negociações para o fim de seu programa nuclear.