Hamas acusa grupo de Abbas de envolvimento na morte de comandante

Médicos palestinos carregam o corpo de Abdul Majid Dudeen, perto de Hebron (AP, 28/5)
Image caption Militante foi morto por forças israelenses nesta quinta-feira

O movimento palestino Hamas acusou, nesta quinta-feira, forças leais ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de envolvimento na morte de um de seus comandantes, Abdul Majid Dudeen, perto da cidade de Hebron, na Cisjordânia.

As acusações foram feitas no mesmo dia em que Abbas se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca, em Washington.

Segundo o Hamas, forças do Fatah, que é liderado por Abbas, mantiveram a casa do líder do braço militar do movimento sob vigilância durante a noite, antes que tropas israelenses atacassem o local nesta quinta-feira, matando Dudeen.

Hassan Abu Libdah, uma autoridade do Fatah que já exerceu diversos cargos no governo palestino, no entanto, negou as acusações.

"Primeiramente, nós condenamos o assassinato de um cidadão palestino pelo Exército de Israel. Por outro lado, é risível que o Hamas nos acuse de responsabilidade pela morte deste cidadão. Não há relação entre a coordenação que fazemos na Cisjordânia e a atividade israelense lá", afirmou Abu Libdah.

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Procurado

Dudeen era procurado por forças israelenses há alguns anos e era suspeito de envolvimento em pelo menos dois ataques a bomba contra ônibus israelenses.

O militante teria sido preso em uma ocasião pela polícia palestina, mas teria sido libertado pouco depois.

O movimento palestino Hamas controla a Faixa de Gaza e o Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, governa a Cisjordânia.

O Hamas classificou a morte de Dudeen como "um ataque terrorista".

"Foi uma operação covarde, que reflete o tamanho do terrorismo e das atrocidades do inimigo sionista (Israel)", afirmou o porta-voz do Hamas Fawzi Barhoum, na Faixa de Gaza.

"Esta operação mostra que a Autoridade Palestina deve devolver as armas para a resistência palestina, para que ela possa se defender, defender o povo palestino e proteger seus direitos", disse o porta-voz do Hamas.

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