Empresa do Canadá teria fechado acordo para compra da GM Europa

Um Astra, da Opel (arquivo)
Image caption A Magna ainda precisa da aprovação do governo alemão para o acordo com a GM Europa

A fabricante de autopeças canadense e austríaca Magna International teria chegado a um acordo para a compra da GM Europa, proprietária das marcas Opel e Vauxhall, de acordo com informações de agências de notícia.

Ainda nesta sexta-feira deve ocorrer uma reunião em Berlim com a chanceler alemã Angela Merkel, ministros envolvidos e autoridades dos Estados alemães nos quais estão as instalações da GM Europa para discutir a aprovação do acordo.

A Magna e a GM não participarão da reunião desde o início, mas poderão ser convidadas para seu encerramento.

A outra companhia interessada na GM Europa, a italiana Fiat, informou na manhã desta sexta-feira que não participaria da reunião com o governo alemão para decidir o futuro da companhia.

O governo americano tinha dado à GM até o dia 1º de junho, segunda-feira, para reestruturar sua dívida ou entrar com pedido de concordata.

Planos

Segundo o analista de negócios da BBC Mark Gregory, a GM estaria mantendo negociação direta com Magna, se concentrando em criar uma base legal para manter a Opel (subsidiária alemã da GM e a principal da montadora na Europa) funcionando no curto prazo. E um sistema para proteger a Opel dos credores da GM, caso a GM americana declare concordata.

A Magna afirmou que pretende injetar entre 500 e 700 milhões de euros na Opel, se o governo alemão aprovar a proposta.

A companhia também planeja cortar 2,5 mil empregos na Alemanha, cerca de 10% da força de trabalho da Opel no país. A Fiat tinha informado que pretendia cortar 10 mil empregos.

Segundo o acordo com a Magna, a GM manteria propriedade de 35% da companhia, enquanto 10% iriam para os funcionários da Opel.

Reorganização

A venda da Opel vista como um ponto muito importante para os planos de reorganização geral da companhia americana.

A GM vai escolher quem vai comprar a GM Europa, mas a preferência do governo alemão é vital, pois Berlim prometeu a maior parte do apoio financeiro para o eventual comprador.

A imprensa alemã sugeriu que sairia mais barato para o governo do país permitir que a GM Europa seja declarada como insolvente do que permitir sua compra.

Mas o governo alemão está preocupado com possíveis demissões, especialmente pelo país estar em ano de eleição. E metade dos 50 mil funcionários da GM na Europa estão baseados na Alemanha.

Na quinta-feira, o governo alemão criticou o Departamento do Tesouro americano e a GM depois de receber o aviso de última hora de que a GM Europa precisaria de outros 300 milhões de euros em financiamento de curto prazo.

A Alemanha já ofereceu quase 1,4 bilhão de euros em garantias de empréstimos.

A Magna e a GM terão que garantir que a GM Europa seja reorganizada de uma forma que proteja a montadora caso, como o esperado, a GM americana entre com pedido de concordata.