Equipes de busca recuperam mais 3 corpos do Airbus

Avião da Força Aérea Brasileira participa das buscas
Image caption As buscas por caixas-pretas e destroços continuam no Atlântico

A Marinha e a Aeronáutica brasileiras afirmaram ter recuperado na madrugada deste domingo mais três corpos de passageiros do voo 447 da Air France que desapareceu com 228 pessoas a bordo na última segunda-feira e avistado vários outros.

Os três corpos encontrados neste domingo, além dos dois recuperados no sábado, já estão a caminho de Fernando de Noronha, a bordo da fragata Constituição, enquanto outro navio da Marinha, a corveta Caboclo continua reforçando as buscas na região em que os cadáveres foram avistados.

Embora as buscas agora estejam concentradas neste local, a Força Aérea Brasileira afirmou que uma aeronave R-99 continua a monitorar uma área mais ampla para identificar eventuais novos focos de destroços.

No entanto, os militares brasileiros ressaltaram que a previsão do tempo para este domingo na região das buscas é "desfavorável para o cumprimento das missões das aeronaves", por apresentar baixa visibilidade e mau tempo.

As equipes de busca que já contavam com cinco navios da Marinha do Brasil devem ser reforçadas neste domingo pela fragata Ventuse, da Marinha francesa.

Equipes de busca

Além disso, aviões Falcon 50 e Atlantic Rescue D da França também colaboram nas missões de busca.

De acordo com o comando militar do Brasil, 14 aeronaves (12 brasileiras e duas francesas) e cinco navios da Marinha do Brasil se dediquem às buscas.

No sábado, foram encontrados dois corpos e partes da asa do Airbus que desapareceu no Oceano Atlântico entre Rio de Janeiro e Paris.

Os primeiros corpos foram içados d'água a quase 900 quilômetros a nordeste de Fernando de Noronha no início da manhã de sábado

No início da noite de sábado, em uma nova entrevista coletiva, a Força Aérea Brasileira também confirmou que foram encontradas partes da asa do avião e poltronas durante a tarde.

Todo o material recolhido será levado primeiramente para Fernando de Noronha para ser catalogado e, em seguida, para Recife.

Caixas-pretas

Estes objetos foram os primeiros a serem definitivamente ligados ao avião da Air France, quase seis dias depois do desaparecimento.

Image caption Corveta Caboclo recolheu poltrona e corpos durante as buscas deste sábado (foto arquivo)

Alguns destroços que imaginava-se que eram do AF 447 foram avistados no início da semana, mas foi provado depois que os objetos recuperados não eram do Airbus.

Os esforços da busca também se concentram na procura das caixas-pretas com os registros do voo.

As caixas pretas têm um mecanismo que emite sinais de localização mesmo a 4,3 mil metros abaixo da superfície da água. Não se sabe, porém, se a caixa preta - mesmo que encontrada - sobreviverá à pressão das profundezas.

Autoridades francesas afirmam também que não há garantias de que estes mecanismos ainda estejam presos às caixas pretas, pois podem ter sido separados no impacto da queda.

As autoridades ainda não sabem a causa ou causas do acidente, mas o Airbus estava atravessando uma área de tempestades e turbulência quando desapareceu.

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