FAB e Marinha corrigem para 16 total de corpos resgatados em buscas

Mergulhadores recolhem peça no Atlântico (Foto: Elder Delgado/Força Aérea Brasileira)
Image caption Equipes de buscas concentram trabalhos na área dos destroços

O Comando da Marinha e a Força Aérea Brasileira (FAB) informaram nesta segunda-feira que 16 corpos foram resgatados na área de buscas a destroços do voo 447 da Air France, e não 17 como haviam anunciado na noite de domingo.

De acordo com as autoridades brasileiras, a fragata Ventose, da Marinha francesa, recolheu sete corpos - e não oito, como informado anteriormente.

Durante o fim de semana, além dos corpos, os militares brasileiros informaram que dezenas de novos componentes estruturais da aeronave da Air France também foram retirados do Oceano Atlântico.

Os corpos resgatados pela embarcação francesa foram transferidos para um navio brasileiro, a fragata Constituição, que deve chegar às proximidades do arquipélago de Fernando de Noronha, na manhã de terça-feira, com todos os 16 corpos já recolhidos até agora nos trabalhos de busca.

As autoridades afirmam que, em Fernando de Noronha, os corpos receberão um tratamento pericial inicial para serem transportados em seguida, de avião, para Recife.

A partir da chegadas dos corpos a Recife, a identificação será feita em um trabalho conjunto de peritos da Polícia Civil de Pernambuco e da Polícia Federal. Os exames dos médicos legistas e a liberação final dos corpos deverão ser feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) de Recife.

Caixas pretas

Os cinco primeiros corpos encontrados e mais quatro resgatados durante o domingo pelo navio patrulha Grajaú foram transferidos para a fragata Constituição.

Destes nove corpos, segundo as equipes de buscas, quatro eram do sexo masculino e quatro, do sexo feminino. Um dos corpos não teve o sexo identificado.

Image caption Pedaços de avião da Air France foram recolhidos do mar no fim de semana

Segundo a FAB e a Marinha, as ações de busca e resgate prosseguem de maneira ininterrupta e se concentram nos pontos onde foram localizados os corpos. As operações contam com o apoio de um avião da FAB que realiza varreduras eletrônicas na tentativa de identificar outros focos de destroços.

No total, 14 aeronaves (12 brasileiras e duas francesas) e seis navios (cinco brasileiros e um francês) participam dos trabalhos de busca no Oceano Atlântico, a 824 quilômetros a nordeste de Fernando de Noronha.

Os esforços da busca também se concentram na procura pelas caixas pretas com os registros do Airbus, que desapareceu no Oceano Atlântico no trajeto entre Rio de Janeiro e Paris.

As caixas pretas têm um mecanismo que emite sinais de localização mesmo a 4,3 mil metros abaixo da superfície da água. Não se sabe, porém, se a caixa preta - mesmo que encontrada - sobreviverá à pressão das profundezas do mar.

Autoridades francesas afirmam também que não há garantias de que estes mecanismos ainda estejam presos às caixas pretas, pois podem ter sido separados no impacto da queda.

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