Greve do metrô causa transtorno em Londres

Ponto de ônibus em Londres
Image caption Usuários do metrô lotaram os ônibus da cidade

Uma greve dos funcionários de metrô de Londres provocou uma série de transtornos na cidade, alterando a rotina de milhões de londrinos que costumam recorrer diariamente ao sistema de transportes público para ir ao trabalho.

A paralisação começou às 18h59 da terça-feira (hora local, 14h59 em Brasília), mas foi sentida mais fortemente nesta manhã. Milhões de pessoas tiveram que procurar outras alternativas de transporte para ir ao trabalho, lotando ônibus e trens de subúrbio, ou recorrendo a táxis ou a seus próprios carros, causando congestionamentos no centro da cidade.

Das 11 linhas de metrô, apenas duas estão funcionando totalmente, com atrasos. As demais estão suspensas em alguns trechos.

A greve deve ainda atrapalhar a ida de até 70 mil torcedores esperados no estádio de Wembley, onde a Inglaterra enfrenta Andorra pelas Eliminatórias da Copa.

A previsão é de que a paralisação continue até a noite de quinta-feira.

'Fragilidade'

Os grevistas protestam por salários, condições de emprego e questões disciplinares internas.

Na terça-feira, representantes do Sindicato dos Funcionários de Transportes, Ferrovias e Vias Marítimas (RMT, na sigla em inglês) e a diretoria do Transport for London, que administra o metrô, se reuniram por dez horas, mas não conseguiram chegar a uma negociação para evitar a greve.

O prefeito de Londres, Boris Jonhson, que nesta quarta-feira foi ao trabalho a bordo de um dos barcos públicos que percorrem o rio Tâmisa, lamentou o fato de o sindicato ter recusado "um acordo excelente".

Ele disse que os dois lados estiveram "a ponto" de selar um acordo, e afirmou que a decisão de seguir com a greve foi "uma loucura absoluta".

"Como os londrinos estão enfrentando uma greve parcial, desnecessária, sofrível e muito, muito irritante, creio que o sindicato deveria mandar seus negociadores de volta à mesa, onde vão encontrar uma ótima proposta", afirmou.

Para ele, o fato de algumas linhas do metrô estarem funcionando demonstra a "fragilidade da greve".

Mas o diretor do RMT, Bob Crow, acusa a diretoria da Transport for London de ter se retirado da negociação na última hora, para "sabotar" o sindicato, o que o prefeito nega.

Cerca de 3 milhões de pessoas utilizam o metrô diariamente em Londres, e, segundo a empresa de consultoria London First, a paralisação deverá causar um prejuízo de cerca de 100 milhões de libras (cerca de RS$ 317 milhões) à cidade.

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