Problema em turbina de Airbus adia viagem de seleção argentina

Airbus da Aerolíneas Argentinas (divulgação)
Image caption Pilotos de avião da Aerolíneas Argentinas decidiram não decolar

Os pilotos de um avião Airbus 340-300 da companhia Aerolíneas Argentinas que levava a bordo a seleção argentina de futebol decidiram não decolar do aeroporto de Quito, no Equador, na noite de quarta-feira, argumentando que a aeronave apresentava problemas em uma turbina.

"O comandante decidiu não decolar por precaução ao perceber problemas em uma das turbinas do Airbus 340 da companhia", disse à BBC Brasil a assessoria de imprensa da Aerolíneas Argentinas.

Devido ao incidente, a seleção argentina teve de retornar ao seu hotel na capital equatoriana e adiar a volta a Buenos Aires, onde chegaria no início da manhã desta quinta-feira.

Em Quito, a equipe argentina havia sido derrotada por 2 a 0 pela seleção equatoriana, em uma partida pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

"Havia problemas nos motores. Tentaram consertá-los, mas não foi possível", disse nesta quinta-feira o diretor técnico da seleção, Carlos Bilardo, em uma entrevista por telefone à emissora de televisão argentina TN (Todo Notícias).

Filme

De acordo com o site do jornal Clarin, os jogadores e o técnico da seleção, Diego Maradona, entraram no avião às 19h (21h em Brasília), jantaram e assistiram a um filme, enquanto o avião estava parado no aeroporto.

Segundo o jornal, uma das turbinas do avião não gerava a "potência necessária" para a decolagem. "Apesar de o avião poder voar com o resto dos motores, o comandante preferiu não decolar até ter 100% de segurança com o sistema", diz o site do jornal.

"Não teve jeito. Então, falamos com a Aerolíneas, que mandará novo avião, e vamos sair daqui às 16h30 (no horário de Brasília). Serão seis horas de voo e vamos chegar aí (Buenos Aires) na madrugada desta sexta-feira", disse Bilardo à TN.

O jornal La Nación publicou nesta quinta-feira que a Aerolíneas Argentinas, que não teria aviões suficientes, usou o Airbus 340-300 para levar a seleção a Quito, deixando de atender 90 passageiros que já tinham passagem de Buenos Aires para Miami em um voo que seria feito com a mesma aeronave.