Europa

Acusada de matar britânica depõe em julgamento na Itália

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A principal acusada pelo misterioso assassinato de uma estudante britânica na cidade italiana de Perugia, em 2007, prestou depoimento pela primeira vez em seu julgamento, nesta sexta-feira.

A americana Amanda Knox, de 21 anos, que está presa desde que a britânica Meredith Kercher, também com 21 anos, foi encontrada morta seminua e com a garganta cortada, disse que "se sentiu pressionada" por policiais a nomear um suspeito pelo crime.

Ela afirmou ter implicado por engano o empresário Patrick Lumumba, dono do bar onde trabalhava como garçonete, porque os policiais a estavam acusando de tentar proteger alguém.

"Tudo o que eu disse foi em meio a uma grande confusão e sob pressão", disse Knox no tribunal. "Eles (os policiais) vieram com o nome de Patrick, então a primeira coisa que eu disse foi 'OK, Patrick'."

Brincadeira sexual

As duas jovens eram estudantes e faziam intercâmbio em Perugia na época do crime. Elas dividiam a mesma casa, onde o corpo de Kercher foi encontrado.

Amanda Knox durante depoimento

Amanda Knox foi presa poucos dias depois do crime

O namorado de Knox na época, o estudante italiano Raffaele Sollecito, também é acusado pelo assassinato, mas os dois afirmam que estavam juntos na casa dele na hora do crime.

Entretanto, a polícia italiana diz ter encontrado amostras do DNA de Knox e Sollecito na cena do crime e em uma faca que, segundo os policiais, teria sido usada para matar Kercher.

Diante de várias possíveis evidências, a promotoria italiana defende a teoria de que a jovem britânica foi morta durante uma brincadeira sexual que deu errado.

Além de Knox e Sollecito, um terceiro homem, Rudy Guede, teria participado do crime.

Guede confessou ter estado na casa de Kercher e feito sexo com ela na noite do crime, mas que estava no banheiro quando a jovem foi morta, segundo ele, pelo casal de namorados.

Ele já foi julgado e condenado a 30 anos de prisão.

Patrick Lumumba foi solto dias após ter sido detido, depois que a polícia concluiu que não havia traços dele na cena do crime e que testemunhas disseram tê-lo visto trabalhando em seu bar na mesma noite.

O julgamento de Knox e Sollecito, que terminaram o namoro e estão presos há mais de um ano, começou em janeiro e deve terminar em julho.

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