Oposição no Irã diz que seguirá com protesto contra eleição

Manifestações da oposição
Image caption Oposição afirma que Mousavi participará de novo protesto no sábado

Fontes da oposição ao presidente Mahmoud Ahmadinejad no Irã afirmaram que uma passeata de protesto contra o resultado das eleições no país deve acontecer neste sábado.

As afirmações foram feitas pela mulher do candidato derrotado Mir Houssein Mousavi e por uma pessoa ligada a Mehdi Karroubi, outro derrotado no pleito.

Na sexta-feira, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, havia exigido o fim das manifestações contra a eleição.

Mousavi disse que fará um comunicado neste sábado.

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Zahra Rahnavard, a esposa de Mousavi, disse que, em uma mensagem na sua página no site Facebook, que a marcha planejada para este sábado vai acontecer como previsto.

Uma pessoa próxima a Mehdi Karroubi disse à BBC que a passeata contará com a presença de Mousavi e de seu aliado Mohammad Khatami, o ex-presidente reformista.

Autoridades policiais do Irã manifestaram-se contra as demonstrações. O chefe do Conselho de Segurança Estatal do Irã, Abbas Mohtaj, fez um alerta direto a Mousavi.

"Se você provocar e convocar mais destes protestos ilegais, você será responsabilizado pelas consequências", disse. A TV estatal também transmitiu um alerta feito por uma autoridade de segurança, que afirmou que a polícia não vai aturar mais protestos na rua.

O correspondente da BBC em Teerã Jen Leyne afirma que a oposição está reagindo rapidamente contra o pedido das autoridades do Irã pelo fim dos protestos.

No entanto, Mousavi não compareceu a uma reunião com outros candidatos derrotados, na qual seriam discutidas mais de 600 reclamações contra as eleições. Segundo o correspondente da BBC, a ausência de Mousavi pode ser um sinal de que ele está desistindo de contestar legalmente o pleito.

A TV estatal do Irã anunciou neste sábado que o Conselho dos Guardiões disse estar pronto para dar início a uma recontagem de 10% das urnas, que seriam escolhidas aleatoriamente.

A oposição afirma que as eleições do dia 12 de junho - que reconduziram Mahmoud Ahmadinejad à presidência do Irã, com 63% dos votos - foram fraudadas. Os oposicionistas levaram os protestos às ruas, com participação de centenas de milhares de pessoas - as maiores manifestações do tipo desde a Revolução Islâmica de 1979.

A Anistia Internacional acredita que dez pessoas teriam morrido desde o início dos protestos.

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