Corpo de idosa pode ter ficado em apartamento por cinco anos

Pilha de correspondência encontrada no apartamento de Isabella Purves
Image caption Pilha de correspondência encontrada no apartamento de Isabella Purves

O corpo de uma aposentada de Edimburgo, Escócia, foi encontrado em um apartamento e, segundo a polícia, pode ter ficado no local durante cinco anos antes de ser descoberto.

Isabella Purves, dona do apartamento, teria completado 90 anos de idade em 2009.

Os policiais descobriram o corpo dela na terça-feira, ao investigarem um vazamento de água. Segundo a polícia, ninguém desconfiou da morte da aposentada devido ao fato de todas as suas contas serem pagas por débito direto em conta.

Os policiais tiveram dificuldade de abrir a porta do apartamento por causa da grande quantidade de correspondência do outro lado da porta.

A morte não está sendo tratada como suspeita e a polícia está tentando encontrar familiares da aposentada.

Purves era vista todos os dias na vizinhança até 2004 quando, de repente, desapareceu. Os vizinhos pensaram que ela tinha se mudado e lamentaram o fato de não ter checado se a aposentada estava bem ou se ainda morava em seu apartamento.

Cleo Gifford, de 34 anos, mora com a família em frente ao apartamento de Purves há 18 anos.

"Ela estava sempre limpando, deixando as escadas limpas e saía para caminhadas. Ela era muito saudável, mas ficou mais frágil nos últimos anos", afirmou.

"Acho trágico que alguém possa ter morrido há tanto tempo e não tenha sido encontrado, é realmente triste", acrescentou.

O carteiro que atendia a área onde morava Purves afirmou que não sentiu nenhum cheiro na porta de seu apartamento.

"Nos encontramos apenas uma vez nos dez anos que entreguei sua correspondência. Ela nunca recebia muita coisa, era apenas ocasional, por isso não desconfiei de nada", informou.

A descoberta foi descrita por organizações britânicas de apoio a idosos como "chocante" e "trágica".

Porta-vozes das organizações Age Concern e Help the Aged da Escócia pediram que os serviços de saúde e sociais implementem um "sistema de checagens automáticas para pessoas que não dão sinal de vida".