GM anuncia ter saído da concordata

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Image caption Fritz Henderson afirmou que nova empresa será lucrativa

A montadora americana General Motors (GM) anunciou, nesta sexta-feira, estar saindo do processo de concordata, depois de ter criado uma “nova GM” – que será menor e mais enxuta do que a companhia original.

A “nova GM”, com participação majoritária do governo americano, terá 27 mil empregados a menos nos Estados Unidos do que no ano passado, menos treze fábricas e uma rede de concessionárias menor.

A empresa passará a produzir apenas quatro marcas de automóveis: Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC.

Outras marcas, como Hummer e Saab, serão vendidas. Já a marca Pontiac, como já havia sido anunciado em abril, será extinta.

“Nova era”

Em uma coletiva na sede da GM, em Detroit, o presidente da empresa, Fritz Henderson, afirmou que este é o começo de uma “nova era” para a companhia.

“O dia de hoje marca o início de uma nova empresa, nossa empresa, que permitirá que todos os empregados – inclusive eu – voltem ao trabalho de desenvolver, construir e vender carros e caminhões”, disse.

Henderson prometeu que a “nova GM” será lucrativa e que pagará todos os seus credores.

“Nós seremos lucrativos, pagaremos os nossos empréstimos o mais brevemente possível e nossos carros e caminhões estarão entre os melhores do mundo”, afirmou.

A GM também afirmou que pretende pagar todos os empréstimos contraídos com o governo americano ainda antes do prazo final, que termina em 2015.

A empresa obteve um financiamento de US$ 60 bilhões com o Tesouro dos Estados Unidos, o que permite que o governo americano tenha 61% das ações da nova GM.

Participação acionária

O sindicato de trabalhadores United Auto Workers terá uma participação de 17,5% na nova GM, enquanto o governo do Canadá terá uma participação acionária de 12%.

Portadores de títulos da empresa terão uma participação de 10% na companhia.

Apesar de ser o acionista majoritário da empresa, o governo dos Estados Unidos afirmou não ter interesse em participar das operações de rotina da nova GM.

A montadora também afirmou que pretende voltar a negociar suas ações na bolsa “assim que possível” e que fará uma parceria com o site de leilões eBay para efetuar vendas pela internet.

Concordata

A montadora General Motors pediu concordata em 1º de junho afirmando que seria forçada a fechar caso seu plano de reestruturação não fosse aprovado.

Nos Estados Unidos, o pedido de concordata dá às empresas um prazo para reestruturar suas finanças enquanto permanecem protegidas dos credores.

As montadoras americanas foram fortemente atingidas pela crise financeira na medida em que o crédito se tornou mais escasso - o que fez com que os consumidores passassem a evitar grandes compras, como automóveis.

Nos últimos seis meses, as vendas de carros nos Estados Unidos caíram mais de 30%, enquanto no Japão este declínio foi de 20%.

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