China: número de feridos em Urumqi chega a 1.680

Policiais patrulham centro de Urumqi
Image caption Urumqi recebeu reforço policial nos últimos dias

O governo da China corrigiu neste domingo o número oficial de feridos nos episódios de violência na cidade de Urumqi, durante a semana passada, para 1.680 - cerca de 600 mais do que anunciado anteriormente.

Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, 74 dos feridos continuam em estado grave.

A agência não informou, no entanto, a quais grupos étnicos pertencem os feridos.

Segundo o governo, entre os mortos, 137 eram chineses han, 46 eram muçulmanos uigures e um era da minoria muçulmana hui.

Entretanto, uigures exilados fora da China questionam as cifras oficiais, dizendo que o número de mortos entre os membros da sua etnia seria maior.

Manifestação

Ainda neste domingo, milhares de pessoas participaram de uma manifestação de apoio aos uigures, em Istanbul, na Turquia.

Os manifestantes gritavam frases como "China assassina" e "Libertem o Turquestão Oriental" - nome pelo qual alguns muçulmanos se referem à província de Xinjiang, no noroeste da China, onde fica Urumqi e onde se concentra a minoria uigur do país.

Turcos e uigures têm uma forte ligação cultural e étnica, e na última sexta-feira, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que a violência na província chinesa foi "um tipo de genocídio".

Os confrontos fatais em Urumqi começaram no último domingo e foram desencadeados pela morte de dois uigures em uma briga numa fábrica de brinquedos na província de Guangdong, no sul do país, no final de junho.

Xinjiang tem sido palco de tensões há muitos anos, com a chegada cada vez maior de migrantes han.

Muitos uigures vinham expressando sua insatisfação com a discriminação e com as poucas oportunidades de participar do crescimento econômico chinês.

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