Começa julgamento de jovem acusado de esfaquear namorada até a morte

Amy Leigh Barnes
Image caption Amy Leigh Barnes ligou para a polícia antes de morrer

Começou na segunda-feira, em Manchester, no norte da Inglaterra, o julgamento do jovem Ricardo Morrison, acusado de ter assassinado a namorada a facadas depois que ela tentou terminar o namoro dos dois.

Segundo a promotoria, a jovem modelo e atriz Amy Leigh Barnes telefonou para a polícia momentos antes de morrer, pedindo ajuda e acusando o namorado de tê-la "esfaqueado até a morte". A mãe do rapaz, a policial Melda Wilks, é acusada de tê-lo ajudado a esconder provas do crime.

A modelo foi assassinada com uma faca de cozinha, em sua casa, em novembro do ano passado.

Morrison negou as acusações diante do tribunal. No entanto, na abertura do julgamento, o promotor Stuart Driver revelou o conteúdo do telefonema desesperado da vítima para a polícia.

"Estou morrendo. Ele me esfaqueou até a morte. Estou morrendo, por favor, me ajude", disse Amy à telefonista, que a perguntou quem a havia esfaqueado. "Meu namorado", respondeu ela.

Segundo o promotor, Amy foi esfaqueada no rosto e tinha cinco ferimentos no peito e quatro nas costas. Vários dos ferimentos perfuraram seu fígado.

Ao ouvir o relato do promotor, o acusado escondeu o rosto com as mãos, antes de deixar a sala do tribunal.

Segundo o promotor, a jovem havia tentado terminar o namoro dos dois na tarde do crime. Ele afirmou ainda que Morrison já havia atacado Amy antes, deixando-a trancada. Ainda na tarde do crime, depois de uma discussão com Morrison, Amy ligou para a mãe chorando, e as duas combinaram que seu pai ia buscá-la.

Dois minutos depois da ligação, ela telefonou para a polícia pedindo socorro.

"Seu pai apareceu, abriu a porta da frente e encontrou sua filha no chão, sobre uma poça de sangue."

"Vocês podem imaginar sua reação, seu pânico", disse o promotor.

Faca manchada de sangue

Amy foi levada para o hospital, onde morreu três horas depois. Segundo a promotoria, um vizinho teria visto um homem, descrito como Morrison, em um descampado pouco depois do ataque.

"A testemunha disse que o homem se abaixou e colocou sua mão em uma poça e pareceu estar lavando as mãos", disse o promotor.

Uma faca manchada de sangue, com DNA da modelo, foi encontrada em um banco de carro abandonado no descampado.

Depois do crime, o réu pegou um ônibus para Birmingham, onde sua mãe foi buscá-lo na estação, diz a promotoria.

O promotor disse ao júri que ela lavou o casaco do filho "com o propósito criminoso de remover qualquer prova forense científica".

A mãe de Amy ligou para a mãe de Morrison ainda do hospital, pouco depois do ataque.

"Ela disse à policial que Amy havia sido esfaqueada e o acusou seu filho, Ricardo Morrison", disse o promotor.

Troca de mensagens

A policial então respondeu com uma mensagem de texto: "Eu sei que o que meu filho fez é imperdoável. Não precisa ser grossa. Agora entendo mais sobre sua família".

"Não me ligue de novo. Meu filho terá que responder à lei."

Em sua defesa, Morrison disse que não estava na casa na hora do ataque.

Ele disse que voltou à casa da jovem em Manchester, encontrou a namorada esfaqueada e a colocou em uma "posição de recuperação" antes de deixar o local.

A promotoria questionou o depoimento, afirmando que isso significa que outra pessoa teria esfaqueado a jovem em um espaço de dois minutos - o intervalo entre a ligação da jovem para sua mãe e seu telefonema para a polícia.

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