Astronautas da Apolo 11 pedem lançamento de missão a Marte

Image caption A fotografia da Terra tirada em 1969 teria inspirado movimentos ecológicos.

Michael Collins e Buzz Aldrin, dois dos astrounautas que participaram da missão Apolo 11, a primeira que levou o homem à Lua, defenderam nesta segunda-feira o lançamento de missões tripuladas ao planeta Marte.

Os dois participaram nos Estados Unidos de uma rara reunião de astronautas que participaram da primeira missão de exploração da Lua, que comemorou 40 anos nesta segunda-feira.

“A melhor forma de honrar e lembrar todos aqueles que participaram do programa Apollo é seguir nossos passos; lançar de novo, audaciosamente, uma nova missão de exploração”, disse Andrin.

Os dois disseram que Marte e não a Lua deveria ser o foco de novas explorações no espaço.

Lua ou Marte?

Porém, Eugene Cernan, astronauta americano que esteve na Lua na missão Apolo 17 em dezembro de 1972 e foi o último a pisar no satélite, defendeu que os Estados Unidos primeiro voltem a lançar viagens tripuladas à Lua e lá estabeleçam bases para lançar viagens a Marte.

“Nós precisamos voltar à Lua, nós precisamos aprender um pouco mais sobre o que julgamos saber atualmente, nós precisamos estabelecer bases e construir lá novos telescópios para nos preparar para Marte. O objetivo final, de fato, é ir a Marte”, disse.

Collins se disse preocupado com a possibilidade de que “a atual ênfase em uma volta à Lua atrase desnecessariamente por décadas a exploração de Marte, um destino muito mais interessante”.

Atualmente, a Nasa planeja realizar outra missão tripulada à Lua até 2020.

Image caption Doze integrantes das missões Apollo se reuniram nesta segunda-feira.

O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong, disse que a corrida para pousar primeiro no satélite foi a maior competição pacífica travada entre Estados Unidos e a União Soviética nos tempos da Guerra Fria.

“Não vou dizer que foi um desvio que evitou a guerra, mas foi sem dúvida um desvio”, disse ele.

“No fim, ela proporcionou um mecanismo de cooperação entre antigos adversários. Neste sentido, entre outros, foi um investimento nacional para ambos os lados.”

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