Hillary defende bases dos EUA no Golfo Pérsico

Hillary Clinton
Image caption Hillary Clinton disse achar difícil que o Irã saia fortalecido

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos estão prontos para reforçar a sua presença militar nos países aliados do Golfo Pérsico, caso o Irã desenvolva um programa nuclear bélico.

Clinton, que participa de um encontro regional na Tailândia, disse acreditar que, caso o "guarda-chuva de defesa" americano se estenda pela região, é improvável que o Irã saia fortalecido por ter armas nucleares.

Ela disse ainda que os americanos ainda estão oferecendo ao Irã a chance de negociar, mas alertou que "o relógio nuclear está andando".

Além da secretária americana, também participam do encontro da Associação dos Países do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês) ministros do Exterior da região e representantes da União Europeia.

Hillary Clinton reiterou que a política do presidente Barack Obama é de insistir na opção de negociações com o Irã, mas que "ações incapacitantes" também podem ser consideradas.

Em entrevista à televisão tailandesa, Clinton disse que o reforço militar americano no Golfo afetaria o Irã diretamente.

Urânio para energia

"É improvável que o Irã fique mais forte ou seguro, porque [os iranianos] não vão ser capazes de intimidar ou dominar, como eles aparentemente acreditam que farão, uma vez que tenham armas nucleares."

Governos ocidentais temem que o Irã esteja desenvolvendo armas atômicas, mas o país diz que o seu envolvimento com tecnologias nucleares se limita ao enriquecimento de urânio necessário para geração de energia.

O Irã ainda não se pronunciou sobre a proposta de negociações do governo Obama.

Clinton também comentou as preocupações americanas sobre a transferência de tecnologia nuclear da Coreia do Norte para Myanmar.

A Asean defende uma política de não-intervenção entre os seus integrantes, mas as atitudes do governo de Myanmar provocaram censura generalizada.

Clinton condenou o tratamento da líder pró-democracia Aung San Suu Kyi, atualmente presa, e afirmou que a Asean deveria considerar expulsar o país da organização regional.

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