Ex-presidente da Libéria nega acusações de canibalismo

O ex-presidente liberiano Charles Taylor (foto de arquivo)
Image caption Charles Taylor é julgado por crimes de guerra em tribunal na Holanda

O ex-presidente da Libéria Charles Taylor negou, nesta segunda-feira, as acusações de canibalismo durante a guerra civil em Serra Leoa.

Em seu julgamento por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, realizado no Tribunal Especial para Serra Leoa, em Haia, na Holanda, Taylor disse que as acusações são "um completo absurdo".

Alguns ex-rebeldes comandados por Taylor haviam dito ao tribunal que foram obrigados a comer seus inimigos.

Na terceira semana de julgamento no Tribunal, que é apoiado pela ONU (Organização das Nações Unidas), Taylor negou as 11 acusações contra ele, relacionadas à guerra civil em Serra Leoa, país vizinho à Libéria.

O ex-presidente é acusado de armar e coordenar grupos rebeldes da Libéria com o objetivo de assumir o controle das riquezas em diamantes de Serra Leoa. Ele também é acusado de terrorismo, assassinato, estupro e tortura, entre outros crimes.

Ao negar a acusação de que trocava armas por diamantes de Serra Leoa, o réu, de 61 anos, disse que nenhuma das duas estradas que ligam Serra Leoa à Libéria tinha condições de transporte para veículos carregados com armas.

Cerca de 500 mil pessoas morreram ou foram mutiladas durante a guerra civil em Serra Leoa, de 1991 a 2002.

O julgamento de Taylor, originalmente previsto para ocorrer em Serra Leoa, foi transferido para a Holanda por temores de instabilidade no país e na vizinha Libéria.

A previsão é de que o julgamento do ex-presidente tenha duração de 18 meses.

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