Ataques com carros-bomba matam 30 pessoas em Bagdá

Mesquita da área de Shaab, depois do ataque
Image caption Ataques atingiram fiéis de cinco diferentes mesquitas

Uma série de ataques aparentemente coordenados com carros-bomba deixou pelo menos 30 mortos e mais de 130 feridos em cinco mesquitas xiitas de Bagdá, capital do Iraque, de acordo com o Ministério do Interior do país.

As bombas explodiram quase simultaneamente no momento em que os fiéis começavam a sair das mesquitas depois das orações de sexta-feira, nas regiões norte, leste e sudeste de Bagdá.

Fontes do Ministério do Interior iraquiano afirmam que alguns dos mortos e feridos foram atingidos pelos próprios policiais iraquianos que, em pânico, dispararam suas armas em meio ao caos depois das explosões.

O pior ataque atingiu uma mesquita na área de Shaab, norte de Bagdá, matando pelo menos 23 pessoas e ferindo cerca de 107.

Logo depois do ataque em Shaab, tapetes usados para as orações, cobertos de sangue, e chinelos podiam ser vistos por toda a parte na mesquita.

Segundo testemunhas os fiéis que foram até a mesquita suspeitaram de um carro estacionado e tentaram alertar as forças de segurança, mas receberam garantias de que o veículo não representava ameaça. O carro explodiu minutos depois.

Retirada

Outras explosões também ocorreram quase simultaneamente em Bagdá perto da mesquita de Rasoul, na ponte de Diyala, no sul da cidade, e nos bairros de Zafaraniya, Kamaliya e Ilam.

Em Kirkuk, cidade no norte do país, um carro também explodiu em um mercado, matando uma pessoa.

As explosões ocorrem exatamente um mês depois de os soldados americanos começarem a se retirar das cidades do Iraque, deixando a segurança a cargo das forças iraquianas.

Leia mais na BBC Brasil: Tropas dos EUA começam a se retirar de cidades do Iraque

Os ataques desta sexta-feira aumentaram o temor do governo do Iraque, de que sua força policial não seja capaz de oferecer a segurança adequada agora que as forças americanas se retiraram.

O ataque também ocorreu apenas dias depois de o secretário de Defesa americano, Robert Gates, ter afirmado durante uma visita ao Iraque que a segurança do país melhorou "de forma espantosa" nos últimos três anos e acrescentou que os Estados Unidos poderão retirar seus soldados do país um pouco mais rápido do que o planejado.

Os últimos atentados como os desta sexta-feira haviam sido registrados no Iraque em 9 de julho, quando 50 pessoas morreram em ataques nas cidades de Bagdá, Kirkuk e Talafar.

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