Índia condena três à morte por atentados em 2003

Mohammad Hanif Syed e Ashrat Ansari
Image caption Mohammad Hanif Syed e Ashrat Ansari foram condenados à morte

Um tribunal na Índia condenou à morte nesta quinta-feira três pessoas por um atentado a bomba que matou 52 e feriu mais de 180 em Mumbai em 2003.

Os muçulmanos Mohammad Hanif Syed, sua mulher Fahmida e Ashrat Ansari foram considerados culpados no mês passado de assassinato e conspiração, e aguardavam a sentença.

As explosões de bombas no monumento do Portal da Índia e em um mercado de joias há seis anos chocaram os indianos.

Os ataques teriam sido retaliações às mortes de muçulmanos durante tumultos no Estado de Gujarat.

'Lei cega'

Mumbai foi palco de muitos atentados que mataram centenas de pessoas nos últimos anos.

As três pessoas condenadas nesta quinta são acusadas de conexão com o grupo islâmico Lashkar-e-Taiba, baseado no Paquistão. O grupo é acusado pelos atentados em novembro do ano passado em Mumbai, que mataram mais de 160 pessoas.

O juiz MR Puranik, de um tribunal especial antiterrorismo, ordenou que os três condenados "sejam pendurados pelo pescoço até a morte",

Os advogados disseram que os condenados recorrerão da sentença. Segundo relatos do jornal Times of India, a mulher condenada chorou muito ao sair do tribunal. Já seu marido não esboçou emoções e apenas comentou: "que justiça pode se esperar quando a lei é cega".

Segundo o jornal, o tribunal concluiu que os três condenados tiveram papel ativo nos atentados de 2003. Syed e Fehmida foram condenados por colocar bombas no Portal da Índia. Ansari foi condenado por levar bombas ao mercado de Zaveri Bazaar.

O Times of India cita também o promotor público Ujjwal Nikam, que disse que o caso é um raro exemplo em que os condenados "gostaram do ato de matar".

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