Justiça condena americano que organizava ‘clube da luta’ com deficientes

Lutas foram gravadas em telefone celular
Image caption Lutas foram gravadas em telefone celular

Um tribunal do Estado americano do Texas condenou, nesta sexta-feira, um ex-funcionário de uma escola estadual para deficientes mentais a três anos de prisão por ter organizado lutas entre os alunos da instituição.

Jesse Salazar, de 25 anos, é um dos sete acusados de organizar e filmar as lutas entre os alunos.

Entre as provas apresentadas ao júri estariam gravações nas quais os funcionários da escola estadual Corpus Christia aparecem forçando os residentes a participar das lutas, aparentemente para seu próprio entretenimento .

A acusação contra Jesse Salazar se referia aos ferimentos sofridos por um deficiente no que a polícia do Texas chamou de “Clube da Luta”, em referência ao filme estrelado por Edward Norton e Brad Pitt.

'Cenas tristes'

O caso veio à tona em março, quando policiais encontraram um telefone celular com quase 20 vídeos mostrando os alunos socando e chutando uns aos outros.

No início do julgamento, o júri foi advertido de que as evidências em vídeo seriam “uma das coisas mais tristes que eles jamais viram”.

Antes de receber a sentença, Salazar pediu desculpas por suas ações e disse que as brigas nunca deveriam ter ocorrido.

Um dos ex-alunos da escola disse que os funcionários coagiam os estudantes dizendo que eles iriam ser presos se não cooperassem com as lutas.

Outros seis ex-funcionários da escola já foram acusados por seu papel na organização das lutas.

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