Começa julgamento de acusados de atear fogo a travesti brasileiro

Os brasileiros Gabryela Passos, de 29 anos, e Raphael Modesto, de 22 anos, estão sendo julgados em Birmingham, na Inglaterra, acusados de ter ateado fogo ao travesti Ricardo Silva, também brasileiro, depois de uma briga por causa de uma bolsa da marca Louis Vuitton.

Gabriela e Raphael eram amigos de Ricardo Silva e haviam se hospedado na casa do brasileiro, em Birmingham, onde teriam deixado a bolsa e ainda um laptop e outros bens. Quando eles voltaram para buscar os pertences, em dezembro, Silva disse que eles teriam sido roubados.

Segundo a promotoria, Gabryela decidiu se vingar, e jogou gasolina em Silva, a quem ateou fogo. Enquanto Gabryela comprava gasolina, Modesto teria aguardado com a vítima no apartamento para não permitir que ele deixasse o local.

A vítima tentou apagar as chamas no chuveiro mas, sem conseguir, acabou batendo na porta de vizinhos, pedindo ajuda.

Silva sofreu queimaduras em 70% do corpo e, na época, os médicos disseram que ele tinha 50% de chances de sobreviver. Ele passou mais de três meses internado em um hospital e sofreu 16 cirurgias em apenas cinco semanas.

A promotoria acusa Gabryela e Modesto de tentativa de assassinato e afirma que o crime foi premeditado. O promotor Peter Grieves-Smith afirma que Silva “poderia facilmente ter morrido por causa dos ferimentos”.

Modesto foi preso 10 dias depois do ataque, em sua casa, em Londres, e Gabryela foi presa no aeroporto de Cardiff, no País de Gales. Os dois réus negam a acusação de tentativa de assassinato mas se declararam culpados da acusação alternativa de dano com a intenção de colocar uma vida em risco.

O julgamento deve durar três semanas.

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