Violência volta a atingir capital afegã, a um dia da eleição

Soldado afegão durante confronto com insurgentes em Cabul
Image caption Soldado afegão durante confronto com insurgentes em Cabul

A capital do Afeganistão, Cabul, foi palco de uma nova onda de violência nesta quarta-feira, a um dia das eleições presidenciais do país.

Soldados enfrentaram insurgentes que haviam invadido um banco localizado a algumas centenas de metros do palácio presidencial.

Três insurgentes morreram.

A milícia Talebã havia prometido atrapalhar a votação, e o governo fez um apelo para que os meios de comunicação não divulguem notícias de violência durante a quinta-feira para não assustar os eleitores e não levá-los a desistir de às urnas.

Mas a iniciativa foi condenada por jornalistas e ativistas dentro e fora do país.

Na terça-feira, pelo menos 20 pessoas morreram em ataques realizados em várias partes do Afeganistão. No pior deles, em Cabul, um carro-bomba explodiu perto de um comboio militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), deixando ao menos dez mortos.

O Talebã assumiu a autoria do ataque.

Candidatos

Esta é a segunda vez que o Afeganistão realiza uma eleição presidencial desde a queda do regime do Talebã, em 2001.

As pesquisas indicam que o atual mandatário e candidato à reeleição, Hamid Karzai, é o favorito.

Entretanto, as analistas dizem que o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah também tem chances na corrida, entre dezenas de candidatos.

Além da onda de violência, a BBC descobriu ameaças de fraude e corrupção às eleições presidenciais.

Milhares de títulos eleitorais teriam sido postos à venda e milhares de dólares oferecidos em suborno para a compra de votos.

Leia mais na BBC Brasil sobre os candidatos à Presidência do Afeganistão

Leia mais na BBC Brasil: Investigação identifica provas de corrupção e fraude em eleição afegã

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