Observadores denunciam fraudes em eleições no Afeganistão

Funcionário lacra urna em seção eleitoral no sul do Afeganistão (AFP, 20 de agosto)
Image caption Resultados oficiais das eleições devem sair em 17 de setembro

Observadores eleitorais independentes no Afeganistão afirmam que houve fraudes eleitorais generalizadas, violência e intimidação na eleição presidencial da quinta-feira.

Segundo a Fundação Eleitoral para um Afeganistão Livre e Justo, procedimentos irregulares como a deposição de várias cédulas de voto por um único eleitor, ameaças e intimidação de eleitores analfabetos ocorreram em larga escala em várias partes do país.

O relatório preliminar da fundação, que enviou cerca de 7 mil observadores para varias partes do Afeganistão, questiona a legitimidade do pleito, mas afirma que ainda é muito cedo para emitir um parecer conclusivo.

Observadores europeus presentes no país reconheceram que houve “violência generalizada e intimidação”, mas qualificaram o processo eleitoral de “bom e justo” e parabenizaram os afegãos pela organização da eleição, considerada uma “vitória”.

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Autoridades eleitorais estimam que o comparecimento às urnas foi de 40% a 50%, o que, se confirmado, ficará bem abaixo dos 70% registrados nas eleições de 2004.

Os primeiros resultados da eleição devem ser divulgados na terça-feira, mas os dois principais candidatos, o presidente Hamid Karzai e o candidato de oposição Abdullah Abdullah, alegam ter vencido o pleito. O resultado final deve ser divulgado em setembro.

Ambos afirmaram que não vão incitar protestos de rua caso percam a disputa.

Pesquisas de opinião realizadas antes das eleições indicavam que Karzai estava à frente de seu maior rival. Se nenhum dos candidatos obtiver 50% dos votos, a disputa será decidida no segundo turno, em outubro.

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